Meirelles enfrenta novo round no Congresso com PSB marcando oposição à reforma da Previdência

terça-feira, 14 de março de 2017 13:58 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, dá sequência à rodada de conversas com parlamentares para convencê-los da necessidade de mexer nas regras para aposentadoria, mas deve enfrentar novo foco de resistência, já que o PSB, partido com o qual irá se encontrar, vem demonstrando forte oposição à reforma apesar de compor a base aliada do governo.

A reunião com a bancada ocorrerá às 15h desta terça-feira.

"Nós somos radicalmente contra essa mudança na Constituição porque ficará vulnerável a maioria do povo brasileiro e nós não podemos concordar com uma mudança dessa natureza", afirmou a vice-líder do partido na Casa Janete Capiberibe (AP).

Segundo a deputada, o partido deverá fechar uma posição formal contrária à reforma da Previdência após ter realizado na quinta-feira uma reunião em que ficou claro o posicionamento majoritário dos parlamentares, incluindo senadores.

"Somos 35 deputados. Eu te afirmo que mais de 20 são contra", acrescentou ela. No Senado, o partido conta com sete parlamentares.

O PSB divulgou nota na qual informa que a partir desta terça-feira os filiados serão convidados "a opinar sobre o assunto em uma consulta por email" e na quinta-feira o partido vai abrir para a participação livre dos internautas por meio das redes sociais da legenda.

"O resultado desse levantamento, somado às opiniões de parlamentares e dirigentes, servirá de subsídio para a decisão final do partido que será tomada pela Executiva Nacional", diz a nota do PSB.

Também vice-líder do PSB na Câmara, o deputado Heitor Schuch (RS) afirmou que a regra de transição proposta pelo governo é injusta. Defendeu ainda que a inclusão de trabalhadores rurais no limite mínimo de 65 anos para aposentadoria é uma penalização excessiva.

Schuch criticou o endurecimento proposto pelo governo para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado para idosos e pessoas com deficiência, e a ausência de iniciativas para elevar as receitas previdenciárias, acabando, por exemplo, com isenções.   Continuação...

 
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles 
20/12/2016
REUTERS/Rodolfo Buhrer