Premiê da China defende livre comércio e diz que não há pouso forçado para a economia

quarta-feira, 15 de março de 2017 09:23 BRT
 

Por Kevin Yao e Ryan Woo

PEQUIM (Reuters) - O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, assegurou aos investidores nesta quarta-feira que a segunda maior economia do mundo está forte e não corre o risco de um pouso forçado, ao mesmo tempo em que enfatizou o apoio de Pequim à globalização e ao livre comércio em um momento de alta do protecionismo.

Li também reiterou que a China não quer uma guerra comercial com os Estados Unidos, e pediu negociações com Washington para encontrar uma base comum.

"Não queremos ver nenhuma guerra comercial surgindo entre os dois países. Isso não tornará nosso comércio mais justo", disse Li em sua entrevista anual à imprensa ao final da reunião do Parlamento da China.

"Nossa esperança do lado chinês é de que, não importa quais obstáculos essa relação atinja, esperamos que ela continue a avançar em uma direção positiva", disse ele.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem atacado a China em questões que vão do comércio ao Mar do Sul da China, e o que ele entende como falta de interesse em controlar a Coreia do Norte, que tem armas nucleares.

Durante a campanha eleitoral, Trump ameaçou classificar a China como um manipulador cambial e adotar fortes tarifas sobre as importações dos bens chineses.

Mas autoridades da China, maior exportador mundial do mundo e com amplo superávit comercial com os EUA, têm em geral adotado um tom conciliatório, pedindo que qualquer disputa seja enfrentada com discussões.

"Acredito que, qualquer que sejam as diferenças que possamos ter, podemos todos sentar e conversar e trabalhar para encontrar soluções", disse Li.   Continuação...

 
Primeiro-ministro da China, Li Keqiang. 15/03/2017 REUTERS/Jason Lee