Polícia prende 13 por suspeita de furto de combustíveis da Petrobras

quinta-feira, 16 de março de 2017 17:54 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Treze pessoas foram presas no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, acusadas de envolvimento em furtos de petróleo e combustíveis de dutos da Petrobras, informaram nesta quinta-feira autoridades fluminenses.

As prisões, que ocorreram entre quarta e esta quinta-feira, foram realizadas em meio a investigações de uma quadrilha que atua na região da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, na Baixada Fluminense.

A quadrilha, segundo as autoridades, atuou pelo menos entre junho de 2015 e março deste ano. Somente em 2016, desviou 14 milhões de litros de petróleo e de derivados, causando prejuízos para a estatal de mais de 33 milhões de reais, segundo a polícia do Rio de Janeiro.

As investigações para a operação começaram a partir de denúncias da própria Petrobras que, no ano passado, registrou um forte aumento no número de furtos e tentativas de furtos de combustíveis. Foram 73 ocorrências em 2016, ante 14 em 2015 e apenas uma em 2014, segundo informou a Reuters na semana passada.

"O que descobrimos foi a ponta do iceberg e certamente há outras quadrilhas atuando nos dutos da Petrobras, não só na Baixada", disse nesta quinta-feira a jornalistas a promotora Simone Sibilio.

A atividade criminosa pode causar sérios danos ao meio ambiente, com possíveis vazamentos, além de colocar vidas em perigo, já que se trata de produto altamente inflamável.

Na operação anunciada nesta quinta-feira, ao todo foram expedidos pela Justiça 26 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão --seis deles foram cumpridos.

Cinco pessoas são consideradas foragidas, entre elas o líder da quadrilha, que seria um ex-vereador na região da Baixada Fluminense. Ele seria dono de postos de combustíveis que receberiam os produtos furtados, segundo informações das autoridades.   Continuação...

 
Logo da Petrobras na sede da empresa em Vitória, no Espírito Santo
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REUTERS/Paulo Whitaker