17 de Março de 2017 / às 19:28 / 6 meses atrás

Alitalia deve cortar 2.037 empregos e reduzir tripulação de voos

MILÃO (Reuters) - O novo plano de reestruturação da Alitalia visa cortar 16 por cento da força de trabalho da companhia aérea, bem como reduzir salários da tripulação de voo em até um terço, em uma última tentativa de tornar a empresa lucrativa, disseram autoridades do trabalho nesta sexta-feira.

O grupo italiano, que reportou lucro anual apenas poucas vezes em seus 70 anos de história, está em uma corrida contra o tempo para angariar suporte sindical para o mais recente plano de reestruturação, buscando destravar o financiamento e evitar ter de manter as aeronaves no chão.

Os sindicatos, contudo, convocaram uma greve de 24 horas para 5 de abril, após as discussões com a administração da empresa aérea nesta sexta-feira. O plano da companhia inclui cortes de 2.037 funcionários de solo, de uma força de trabalho total de 12.500 pessoas.

“Esse não é um plano para revigorar a empresa, e sim apenas um exercício de corte de despesas”, afirmou Emiliano Fiorentino, secretário nacional do sindicato Filt-Cisl. “É basicamente um plano de sobrevivência e, portanto, não é aceitável.”

Sob o plano, atendentes de voo podem ter o salário reduzido em 32 por cento, e os pilotos em 22 a 28 por cento, de acordo com os sindicatos.

O presidente da Alitalia, Cramer Ball, disse que os cortes são “dolorosos, mas necessários”.

Apesar de várias reestruturações e injeções de caixa nos últimos anos, a Alitalia está perdendo pelo menos 500 mil euros por dia e pode esgotar seu capital nos próximos meses, a menos que acionistas decidam aportar recursos, conforme as fontes.

A Alitalia, dos quais 49 por cento pertencem à Etihad Airways, informou nesta semana que prevê retornar ao lucro até o fim de 2019 por meio de cortes de 1 bilhão de euros em custos e da renovação do seu modelo de negócios para voos de pequeno e médio alcance.

A companhia aérea ainda prometeu aumentar as receitas em 30 por cento. A empresa, na qual os bancos Intesa Sanpaolo e UniCredit detêm participações, alertou que sindicatos favoráveis ao plano são essenciais para obtenção de novo financiamento por parte dos acionistas.

Depois de comprar o controle da Alitalia em 2014, a Etihad prometeu tornar a companhia lucrativa novamente até 2017 por meio da redução de custos, bem como tornar Roma um hub intercontinental e expandir as operações de longa distância.

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