Ministério da Agricultura tenta tranquilizar consumidor após escândalo sobre carnes

sexta-feira, 17 de março de 2017 18:13 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tentou tranquilizar os consumidores após a operação Carne Fraca realizada pela Polícia Federal nesta sexta-feira em torno de um esquema gigantesco de fraudes na fiscalização sanitária da carne brasileira.

"O produto que chega na mesa dos brasileiros é de qualidade", disse o secretário-executivo do ministério, Eumar Novacki, durante entrevista coletiva em que reconheceu temores do governo federal com o impacto da operação no mercado internacional.

Mas se garantiu que "a população brasileira pode ficar tranquila", Novacki admitiu "riscos muito pequenos" por conta das carnes fraudadas.

Segundo o secretário foram interditadas unidades da BRF de Mineiros (GO), com suspeitas sobre carne de aves, e da Peccin em Jaraguá do Sul (SC) e Curitiba, ambas com suspeitas sobre embutidos --mortadela e salsicha.

Novacki disse que a partir da semana que vem haverá uma força-tarefa para investigar quatro grandes grupos empresariais e 21 unidades do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que estão sob fiscalização.

O secretário disse que o ministro Blairo Maggi determinou o afastamento de 33 servidos envolvidos no escândalo e disse que o ministério continuará colaborando com a Polícia Federal.

Para ele, todas instituições passam por problemas de condutas, mas o sistema de fiscalização como um todo não pode ser penalizado pelas falhas de alguns.

Especialistas ouvidos pela Reuters, porém, veem um grande dano à imagem das empresas envolvidas no escândalo.

"No segmento alimentar, confiança é algo que vem no inconsciente desde pequeno", disse o professor do curso de Publicidade e Propaganda da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), Sérgio Silva, especializado em marcas.   Continuação...