ENTREVISTA-Fundos miram ativos de energia eólica no Brasil, diz associação

segunda-feira, 20 de março de 2017 16:31 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - Diversos fundos de investimento têm buscado ativos para aquisição em energia eólica no Brasil mesmo em um momento em que a longa crise econômica do país começa a afetar o setor, que viu no final do ano passado um leilão que contrataria novos projetos ser repentinamente cancelado em meio a uma queda na demanda por eletricidade.

A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, disse à Reuters que esse momento de menores perspectivas para a contratação de novas usinas tem gerado forte movimentação no mercado de fusões e aquisições de empreendimentos já em operação.

A executiva avalia que entre empresas que podem aparecer na ponta compradora estão a gestora canadense Brookfield e companhias de energia renovável administradas por fundos, como Cubico Sustainable Investments, Omega Energia, Rio Energy e Atlantic Renováveis.

"Os fundos e essas empresas estão todos em uma posição de querer comprar, de ver oportunidade. Todos estão olhando... em 2016 ficou no ensaio, e agora em 2017 estou sentindo uma efetivação (dos negócios)", disse Elbia.

A Cubico tem como sócios fundos de pensão canadenses, enquanto a Ômega Energia é gerida pela brasileira Tarpon Investimentos e pelo norte-americano Warburg Pincus. A Rio Energy está ligada ao fundo Denham Capital, enquanto a Atlantic tem por trás a gestora britânica Actis.

Procurada, a Brookfield disse que não vai comentar. As outras empresas não responderam imediatamente.

Elbia disse que outros fundos que ainda não têm presença em energia eólica no Brasil também avaliam negócios no setor.

"O mercado está entrando em uma fase 'compre Brasil', e nesse pacote o setor de energia eólica é um dos primeiros, por ser renovável e ter bons retornos, bons projetos", apontou a dirigente da Abeeólica.   Continuação...