Dólar cai quase 1% e volta ao patamar de R$3,07, com fluxo positivo

segunda-feira, 20 de março de 2017 17:04 BRT
 

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou com queda de quase 1 por cento nesta segunda-feira, de volta ao patamar de 3,07 reais, em sessão marcada por fluxo de ingresso de recursos e favorecida pela sinalização de que os juros não devem subir além do esperado nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana chegou a trabalhar parte do pregão em leve alta, com investidores cautelosos com a possibilidade de exportações menores em decorrência da operação Carne Fraca.

O dólar recuou 0,94 por cento, a 3,0717 reais na venda, menor cotação desde 23 de fevereiro (3,0565 reais), depois de ter ido a 3,1170 reais na máxima do dia. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,80 por cento no final da tarde.

"No início, o nervosismo de alguns agentes amplificou no giro mais fraco. Quando o volume aumentou, prevaleceu o fundamento, com os investidores olhando o desempenho das moedas no exterior", explicou o economista-chefe da corretora BGC Liquidez, Alfredo Barbutti.

A trajetória de baixa da moeda norte-americana, segundo os profissionais, embasava-se na sinalização do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, de que deve elevar os juros mais duas vezes neste ano, como esperado.

Mais cedo, alguns membros do Fed reforçaram esse cenário. Juros maiores no país podem atrair capitais aplicados em outras praças, como a brasileira.

Profissionais também comentaram que houve ingresso de fluxo de recursos nesta sessão, ampliando a queda do dólar. Na semana passada, o governo brasileiro arrecadou mais de 3,5 bilhões de reais no leilão de aeroportos e os recursos terão que ser internalizados pelos vencedores, estrangeiros.

No exterior, o dólar cedia ante algumas divisas de países emergentes, como o peso mexicano, e exibia leves oscilações ante uma cesta de moedas. O clima era de cautela depois da decisão do G20 de retirar a promessa para evitar o protecionismo comercial, concordando com o protecionismo cada vez maior dos Estados Unidos.   Continuação...