VLI adota balsas em Tocantins para transportar mais grãos na ferrovia Norte-Sul

quarta-feira, 22 de março de 2017 15:20 BRT
 

Por Roberto Samora

URUÇUÍ, Piauí (Reuters) - A empresa de logística integrada VLI lança no próximo mês uma rota adicional para transporte de grãos na importante região agrícola do centro-norte que incluirá o uso de duas balsas para caminhões atravessarem o Rio Araguaia, visando elevar o uso da capacidade do seu terminal de Porto Nacional (TO) na ferrovia Norte-Sul.

As balsas poderão encurtar a distância para os caminhões de grãos até a ferrovia Norte-Sul, que está conectada à Estrada de Ferro Carajás com destino aos portos exportadores de São Luís (MA). A partir da capital maranhense, o caminho é mais curto para produtos comprados por muitos clientes do Brasil na Ásia e a Europa.

A inventiva inclusão de balsas para transporte de caminhões no corredor logístico do centro-norte do país ocorre em uma região ainda carente de rodovias para escoar a crescente produção agrícola, conforme constatação do Rally da Safra pelo Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), acompanhado pela Reuters nesta semana.

A alternativa das balsas vem ainda com a VLI buscando fomentar demanda para um corredor logístico que demandou investimentos de 1,7 bilhão de reais em terminais, trechos ferroviários e vagões e locomotivas, entre outras obras.

Com as balsas, a ideia é otimizar a capacidade de movimentação do terminal de Porto Nacional, de 2,6 milhões de toneladas/ano, que representa pouco mais de 10 por cento do total que a companhia pode movimentar em todo o país de produtos do agronegócio.

"Tem a logística crescendo juntamente com a produção... Cria uma dinâmica de exportação extremamente eficiente, terminal, ferrovia e porto", afirmou à Reuters o gerente comercial de agricultura da VLI, Igor Figueiredo.

A travessia de balsas, viabilizada por meio de parceria da VLI com o consórcio Brinave, poderá ser uma opção para regiões agrícolas com grande expectativa de aumento da área de soja e milho nos próximos anos, como o leste de Mato Grosso.

"Ano de super safra para gente é muito animador", afirmou o executivo, lembrando que o Brasil já é competitivo dentro da porteira, enquanto iniciativas como as balsas contribuem para fortalecer o elo entre a produção e a exportação, reduzindo um pouco a dependência dos portos exportadores do Sul/Sudeste.   Continuação...