24 de Março de 2017 / às 13:31 / 5 meses atrás

BNDES descarta rever linhas de financiamento para frigoríficos

Logo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na entrada de sua sede no Rio de Janeiro, no Brasil 11/01/2017Nacho Doce

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, afirmou nesta sexta-feira que o banco de fomento não pretende revisar financiamentos a frigoríficos, mas aguarda mais informações sobre a operação Carne Fraca, da Polícia Federal, sobre esquema de propina a fiscais sanitários.

"Aparentemente a coisa é restrita e por ora não estamos fazendo nada, só acompanhando", disse Maria Silvia a jornalistas, antes de evento no banco.

A presidente do banco de fomento rebateu críticas referentes ao ritmo de liberação de recursos do BNDES, cujos desembolsos caíram 16 por cento no primeiro bimestre sobre o mesmo período do ano passado.

"O banco está fazendo seu papel; somos um banco de desenvolvimento e imaginar que o presidente de um banco de desenvolvimento quer segurar crédito me parece bastante esdrúxulo", disse Maria Silvia, acrescentando que só no primeiro bimestre deste ano o banco liberou 1,5 bilhão de reais em capital de giro para as empresas.

Segundo ela, os desembolsos do banco estão associados ao ritmo da economia e as liberações de recursos muitas vezes refletem pedidos de financiamento que foram feitos em anos anteriores.

Ela reafirmou que o BNDES está trabalhando para agilizar o processo de liberação de recursos, adotando medidas de incentivo a micro, pequenas e médias empresas.

"O banco tem um atraso muito grande entre a entrada dos projetos e o desembolso", disse Maria Silvia, acrescentando que a meta do BNDES é fazer com que ao menos 50 por cento dos projetos que entrarem com pedido num determinado ano sejam aprovados em até 180 dias.

Atualmente, a média de aprovação fica entre 400 e 600 dias, disse a presidente do BNDES.

Questionada se poderia trocar o comando do BNDES pela presidência da mineradora Vale, Maria Silvia descartou os rumores, afirmando "estou muito feliz no banco".

Por Rodrigo Viga Gaier, texto Alberto Alerigi Jr.

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