24 de Março de 2017 / às 17:21 / 6 meses atrás

Com país em recessão, juros e ações em alta levam Previ a bater meta atuarial em 2016

SÃO PAULO (Reuters) - O efeito combinado de alta do mercado acionário e de juros elevados levou a Previ, caixa de previdência dos funcionários do Banco do Brasil a bater a meta atuarial em 2016, mesmo com o país acumulando o segundo ano de recessão.

A instituição, maior plano fechado de pensão do Brasil, anunciou nesta sexta-feira que fechou o ano passado com cerca de 170 bilhões de reais em ativos, considerando a soma do Plano 1 e do fundo Previ Futuro.

O Plano 1, o maior e mais antigo com 115 mil associados, a rentabilidade em 2016 foi de 15,03 por cento. A meta atuarial, ganho mínimo necessário fixado para que o fundo consiga pagar os benefícios de todos seus beneficiários, foi de 11,91 por cento.

Com superávit de 2,19 bilhões de reais desse plano no período, a Previ ficou livre de ter que apresentar um plano para que o BB e os próprios associados fizessem contribuições adicionais para evitar o desequilíbrio orçamentário, após ter acumulado um déficit de 2,9 bilhões.

Atualmente, 49,1 por cento dos ativos do Plano 1 estão aplicados em renda variável, 40,3 por cento em renda fixa e 10,6 por cento em ativos como imóveis e empréstimos a participantes.

Além do bom desempenho dos ativos investidos, a Previ também teve a entrada de 5,1 bilhões de reais no caixa, após ter vendido sua participação na CPFL Energia , operação que rendeu valorização nominal de 664,6 por cento desde 1997.

O plano mais novo da entidade, Previ Futuro, que tem funcionários que entraram no BB a partir de 1998, fechou o ano com 9,46 bilhões de reais em ativos e rentabilidade de 22,5 por cento. Este plano tem 87 mil associados, mas cerca de 86 mil são pagantes.

Já no Plano 1, aproximadamente 103 mil dos 115 mil sócios são aposentados ou pensionistas. Pelo fato de esse plano ter um perfil mais maduro, a Previ tem sinalizado que gradualmente reduzirá o nível de risco dos ativos dessa carteira.

A combinação de juros altos e recuperação do mercado acionário fez os fundos fechados de previdência do país em 2016 baterem a meta atuarial após três anos de baixa, segundo projeção da entidade que representa o setor, Abrapp.

Ao contrário da Previ, fundos de pensão de outras grandes estatais, como Petros (dos empregados da Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal) e Postalis (Correios) estão enfrentando a realidade de ter que apresentar plano de equacionamento, com contribuições adicionais de seus sócios e da empresa patrocinadora, para evitar um colapso ao longo do tempo.

Por Aluísio Alves

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