China, Egito e Chile reabrem mercado para carne brasileira, governo comemora

sábado, 25 de março de 2017 15:36 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - China, Egito e Chile anunciaram neste sábado a reabertura de seus mercados para a importação de carne brasileira, movimentos que foram comemorados pelo governo brasileiro, que se mobilizou nos últimos dias para tentar diminuir o dano às exportações após escândalo envolvendo a fiscalização dos produtos no Brasil.

Juntos, os três países receberam 20,7 por cento de total de exportações brasileiras de carne em 2016. A China foi o maior mercado, com 12,6 por cento do total -- ou 1,75 bilhão de dólares.

O país havia divulgado uma suspensão temporária das importações na segunda-feira, após as denúncias da Polícia Federal sobre supostas propinas pagas para venda de produtos sem inspeção, no âmbito da operação Carne Fraca.

Agora, os produtos brasileiros poderão voltar a ser importados pela China, com exceção daqueles provenientes dos 21 frigoríficos sob suspeita, cujas licenças de exportação já haviam sido suspensas pelo governo brasileiro.

Segundo o Ministério da Agricultura, apenas a fábrica da JBS em Lapa, no Paraná, havia exportado para a China nos últimos 60 dias.

Em outra frente, a China também bloqueará e recolherá do país os produtos cujos certificados foram assinados por sete técnicos investigados na operação Carne Fraca.

As importações brasileiras de carne já começaram a ser liberadas em Xangai, afirmou uma fonte ouvida pela Reuters em Pequim.

"Estamos plenamente confiantes que outros países seguirão o exemplo da China", afirmou o presidente Michel Temer, em nota, na qual ressaltou que o posicionamento chinês representa uma confirmação do trabalho de esclarecimento feito pelo governo brasileiro nos últimos dias.

O governo coordena esforços para impedir o embargo e reverter suspensões à carne brasileira após a operação da PF ter levantado uma onda de preocupações em vários países no mundo.   Continuação...