29 de Março de 2017 / às 14:25 / 6 meses atrás

Juros e spread sobem no Brasil em fevereiro apesar de queda da Selic

Entrada do prédio do Banco Central, em Brasília. 23/09/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) - Os juros médios e o spread bancário no Brasil continuaram subindo em fevereiro, apesar do ciclo de queda dos juros básicos e de queda na inadimplência, informou o Banco Central nesta quarta-feira.

Desde outubro, o BC cortou a Selic em 2 pontos percentuais, a 12,25 por cento ao ano. No entanto, os juros médios no segmento de recursos livres, onde as taxas são livremente definidas pelas instituições financeiras, subiram a 53,2 por cento ao ano no mês passado, sobre 52,9 por cento em janeiro.

O spread bancário, que mede a diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada pelos bancos ao consumidor final, teve alta ainda maior, a 42,5 pontos percentuais no mês, ante 41,8 pontos em janeiro.

Por outro lado, a inadimplência apresentou recuou no mesmo segmento, a 5,6 por cento, após 5,7 por cento em janeiro. O BC informou ainda que as concessões despencaram 11,4 por cento no período, dando continuidade ao movimento visto em janeiro.

Refletindo o apetite ainda fraco dos consumidores por financiamentos em meio ao encarecimento dos empréstimos, o estoque total de crédito no Brasil teve retração de 0,1 por cento em fevereiro, a 3,070 trilhões de reais, passando a responder por 48,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Em dezembro, a expectativa do BC era de expansão de 2 por cento para o estoque de crédito em 2017.

CARTÃO DE CRÉDITO

Numa medida para diminuir o custo do crédito, o governo aprovou no fim de janeiro o prazo máximo de 30 dias para uso do rotativo do cartão de crédito. De acordo com a norma, o saldo devedor não liquidado totalmente no vencimento da fatura do cartão só poderá ser financiada pelo rotativo até o vencimento da fatura seguinte.

Os bancos terão até 3 de abril para implementar as medidas.

Em fevereiro, os juros do cartão de crédito no segmento de recursos livres para pessoas físicas teve ligeira queda a 481,5 por cento ao ano, contra patamar recorde de 486,7 por cento no mês anterior.

Já a modalidade de crédito parcelado no cartão foi na direção contrária, com juros médios subindo a 163,5 por cento ao ano, sobre 161,9 por cento em janeiro.

Por Marcela Ayres

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