Vendas no varejo no Brasil surpreendem e recuam 0,7% em janeiro, diz IBGE

quinta-feira, 30 de março de 2017 10:45 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A comercialização de combustíveis e de materiais para escritório caiu com força em janeiro e as vendas no varejo iniciaram o ano com resultado bem pior do que o esperado, mais um sinal de lenta recuperação da economia.

As vendas varejistas tiveram queda de 0,7 por cento no primeiro mês do ano sobre dezembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 0,60 por cento.

Sobre um ano antes, o setor despencou 7 de por cento, bem pior do que a projeção de recuo de 4,15 por cento contra

"Os (setores) que caíram refletem uma conjuntura desfavorável para economia", afirmou a coordenadora da pesquisa no IBGE, Isabella Nunes. "O ambiente interno melhorou um pouco por conta de inflação e juros, mas há pressão forte que vem de mercado de trabalho, com desemprego alto e renda em baixa", acrescentou.

Após recorde de perdas e quedas generalizadas em 2016, quando as vendas no varejo encolheram 6,2 por cento, o varejo restrito apresentou perdas generalizadas em janeiro.

Enquanto a comercialização de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação recuou 4,8 por cento, as vendas de Combustíveis e lubrificantes caíram 4,4 por cento.

No início do mês, a Petrobras anunciou aumento nos preços do diesel nas refinarias, reduzindo-os apenas no final de janeiro.

"Os combustíveis são reflexo também do menor ritmo da ativadade. Com a economia devagar, há menos transportes de cargas, fretes e mercadorias", afirmou Isabella.   Continuação...

 
Funcionário de posto de gasolina abastece moto em Brasília.  A comercialização de combustíveis caiu com força em janeiro e as vendas no varejo iniciaram o ano com resultado bem pior do que o esperado. 07/11/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino