Manifestantes vão às ruas da Venezuela pela 3a vez em uma semana contra Maduro

sábado, 8 de abril de 2017 16:02 BRT
 

CARACAS (Reuters) - Manifestantes marcharam por Caracas e outras cidades da Venezuela neste sábado, depois que o banimento de cargos eletivos de um importante líder da oposição deu mais força a um movimento fraturado e impulsionado pelas primeiras manifestações contínuas anti-governo desde 2014.

Milhares de pessoas, algumas carregando cartazes escritos “Não à ditadura!” e “Capriles para presidente”, em apoio ao líder banido Henrique Capriles, participaram de manifestações contra o impopular governo do presidente Nicolás Maduro.

Os protestos deste sábado estendem uma semana de inquietações geradas pela decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela na semana passada de assumir o papel do Congresso, liderado pela oposição. A ação foi rapidamente revertida, mas a repercussão global gerada pelo ato reanimou a oposição.

Autoridades empregaram neste sábado medidas de segurança usadas em protestos recentes, como o fechamento de 17 estações de metrô em Caracas e criação de pontos de verificação em rodovias que levam à capital.

Forças da segurança usaram gás lacrimogêneo em uma importante avenida em Caracas, enquanto a polícia em San Cristobal, foco da oposição, atirou balas de borracha contra manifestantes, ferindo duas pessoas, de acordo com uma testemunha da Reuters.

“O governo está com medo. Se não estivesse com medo, não iria fechar as ruas... Não iria desclassificar Capriles”, disse a advogada de 27 anos Gikeissy Diaz, acrescentando que metade de sua turma da graduação deixou o país e que pensa em fazer o mesmo.

“CAMINHO DA DITADURA”

Capriles, duas vezes candidato à Presidência e atual governador do Estado de Miranda, é visto por muitos como a melhor chance da oposição na eleição presidencial marcada para 2018. Mas na sexta-feira ele foi banido de disputar cargos eletivos por 15 anos.   Continuação...