Governo prevê arrecadar R$4,5 bi com 3ª licitação de áreas do pré-sal

terça-feira, 11 de abril de 2017 14:35 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O governo prevê arrecadar cerca de 4,5 bilhões de reais com a 3ª Rodada de áreas do pré-sal, sob regime de partilha, prevista para novembro deste ano, com a oferta de quatro áreas, disse nesta terça-feira o ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho, após reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que aprovou a realização do leilão.

Nessa licitação serão ofertados os prospectos Pau-Brasil, Peroba, Alto de Cabo Frio-Oeste e Alto de Cabo Frio-Central. O governo, no entanto, não revelou as estimativas para as reservas de petróleo e gás nas áreas em questão.

O volume de arrecadação previsto representa aproximadamente a metade do valor total que o governo pretende arrecadar neste ano com licitações de áreas exploratórias de óleo e gás, de até 9 bilhões de reais, segundo o ministro.

Além disso, os 4,5 bilhões de reais esperados são equivalentes a cerca de um terço do que foi arrecadado com a licitação da área de Libra, onde o governo acredita que esteja a maior reserva de óleo e gás do Brasil, realizada em 2013, no primeiro leilão do pré-sal.

Os recursos devem ajudar o governo a cumprir sua meta fiscal para o ano.

O ministro voltou a afirmar que o governo quer antecipar de setembro para junho a realização da 2ª rodada do pré-sal, que envolve as chamadas áreas unitizáveis.

Também estão previstas para este ano a 14ª Rodada de licitações de blocos exploratórios e a 4ª Rodada de Acumulações Marginais, ambas sob regime de concessão e fora do pré-sal.

Ainda na reunião desta terça, o CNPE aprovou um calendário de leilões de áreas para a exploração de petróleo e gás, uma antiga demanda da indústria, até 2019, incluindo ofertas de áreas do pré-sal, sob regime de partilha, e outras áreas, marítimas do pós-sal ou terrestres, sob regime de concessão.

"Com isso, esperamos que, com esse tempo prévio, as empresas terão tempo para aprovar seus orçamentos, essas áreas disputarão 'budgets' com outras áreas no mundo", disse o ministro.   Continuação...