USDA eleva previsão de safra de soja do Brasil para 111 mi t; aumenta exportação

terça-feira, 11 de abril de 2017 16:19 BRT
 

WASHINGTON/CHICAGO (Reuters) - O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) elevou nesta terça-feira sua previsão para a safra brasileira de soja na atual temporada para um recorde de 111 milhões de toneladas, ante 108 milhões do relatório de março, com o tempo beneficiando os cultivos.

Com a colheita do Brasil agora caminhando para a reta final, a previsão do USDA ficou acima da média das estimativas de analistas, que apontavam para 109,86 milhões de toneladas.

A previsão do USDA representa um aumento de 15 por cento ante a safra passada, quando as lavouras em várias regiões do país, maior exportador global de soja, sofreram o efeito do tempo seco.

As exportações do Brasil foram estimadas em 61,9 milhões de toneladas, ante 61 milhões na previsão anterior e 54,38 milhões na safra passada.

Para a safra de milho do Brasil, o USDA estimou volume de 93,5 milhões de toneladas, ante 91,5 milhões do relatório anterior e 92,43 milhões da média de previsões de analistas.

Em uma perspectiva mundial, o USDA elevou suas projeções para as safras globais de soja, milho e trigo acima das expectativas de operadores, colocando ainda mais pressão para os preços dos contratos futuros que já estão sofrendo com os grandes estoques.

Após a divulgação dos dados, os contratos dos grãos registram mínimas da sessão. A soja atingiu o menor valor em um ano, mas ainda se recuperou ao final da sessão na bolsa de Chicago, encerrando praticamente estável.

Em seu relatório mensal, o estimou os estoques globais finais de soja em 87,41 milhões de toneladas, ante 82,82 milhões em março. Analistas haviam esperado por um aumento para 83,91 milhões, segundo uma pesquisa da Reuters.

Os estoques globais de milho devem crescer para 222,98 milhões de toneladas, ante 220,68 milhões, e os estoques globais de trigo devem subir para 252,26 milhões de toneladas, ante 249,94 milhões, disse o USDA. As duas projeções superaram as expectativas de analistas.   Continuação...