Cemig tem prejuízo líquido de R$299 mi no 4° tri após perdas na Renova

quarta-feira, 12 de abril de 2017 08:53 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A elétrica mineira Cemig apresentou prejuízo líquido de 299 milhões de reais no quatro trimestre de 2016, revertendo lucro de 566 milhões de reais no mesmo período do ano anterior, após ajustes contábeis pela desvalorização de seus investimentos na Renova Energia, empresa de geração renovável.

No acumulado do ano, a Cemig obteve lucro líquido atribuído aos controladores de 335 milhões de reais, com retração de 86 por cento ante o resultado de 2,5 bilhões de reais em 2015.

A geração de caixa da companhia medida pelo lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) somou 127 milhões de reais no último trimestre de 2016, ante 1 bilhão de reais mesmo período de 2015. No consolidado de 2016, o Ebitda somou 2,6 bilhões, recuo de 52 por cento na comparação anual.

A Cemig disse que registrou em 2016 um ajuste de 763 milhões de reais devido a perdas pela desvalorização de seus investimentos na Renova, companhia em que Cemig e sua controlada Light fazem parte do bloco de controle e que vem sofrendo com seguidos prejuízos e aumento do endividamento.

A receita líquida da Cemig no quarto trimestre somou 4,67 bilhões de reais, queda de 20 por cento na comparação anual. No ano, foram 18,8 bilhões de reais em receita líquida, recuo de 14 por cento ante 2015.

Já as despesas operacionais caíram em 28 por cento no quarto trimestre, para 3,7 bilhões de reais. No ano, o recuo foi de 13 por cento, para 15,9 bilhões de reais.

A dívida líquida da Cemig fechou 2016 em 13,14 bilhões de reais, valor 12 por cento superior ao saldo no final de 2015. O cronograma de amortização da dívida prevê pagamentos de 4,84 bilhões de reais em 2017 e de 3,9 bilhões de reais em 2018.

A energia comercializada pela Cemig em 2016 recuou 2,3 por cento em relação ao volume de 2015, em meio à queda na demanda com a recessão brasileira. As vendas de energia para consumidores finais e consumo próprio caíram 6,5 por cento frente ao ano anterior.

(Por Luciano Costa)