17 de Abril de 2017 / às 12:13 / em 4 meses

BC voltará a cortar Selic em 1 p.p. na próxima reunião, veem especialistas

Logo do Banco Central na sede da instituição, em Brasília. 15/01/2014Ueslei Marcelino

SÃO PAULO (Reuters) - Economistas de instituições financeiras veem manutenção do ritmo de corte da Selic na próxima reunião do Banco Central, diante das expectativas cada vez mais baixas para a inflação, mostrou a pesquisa Focus do BC nesta segunda-feira.

O levantamento mostra que a previsão é de que em maio, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne novamente, o BC voltará a reduzir a Selic em 1 ponto. Para o final do ano e 2018, as estimativas não mudaram, de que a taxa básica de juros terminará a 8,5 por cento.

O Top-5, grupo que reúne aqueles que mais acertam as previsões, também continua vendo a Selic a 8,5 por cento tanto no fim de 2017 quanto de 2018.

Na semana passada, diante da perda de força da inflação e em meio à atividade econômica ainda fraca, o BC acelerou o passo e reduziu a Selic em 1 ponto percentual, para 11,25 por cento ao ano. Até então, haviam sido duas quedas de 0,25 ponto cada e outras duas de 0,75 ponto.

No comunicado, O BC considerou o atual ritmo de corte da taxa "adequado", mas ressaltou que a "atual conjuntura econômica recomenda monitorar a evolução dos determinantes do grau de antecipação do ciclo".

Agora, os especialistas aguardam a divulgação da ata dessa reunião, na terça-feira, para calibrar suas apostas.

A perspectiva para a inflação este ano permaneceu em trajetória de queda no levantamento com uma centena de especialistas, recuando 0,03 ponto percentual, para 4,06 por cento. Para 2018 também houve redução, com o IPCA subindo 4,39 por cento, sobre 4,46 por cento anteriormente.

Em relação à economia, os economistas veem agora crescimento de 0,40 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, 0,01 ponto percentual a menos, mantendo a expectativa de expansão de 2,5 por cento no ano que vem.

Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do Banco Central com cerca de 100 instituições financeiras.

Por Camila Moreira

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