Vendas líquidas da MRV no 1o tri crescem 15% com mais lançamentos e queda em distratos

segunda-feira, 17 de abril de 2017 18:18 BRT
 

Por Gabriela Mello

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas líquidas da construtora de imóveis econômicos MRV Engenharia entre janeiro e março cresceram 15 por cento sobre igual período um ano antes, conforme os lançamentos atingiram nível recorde para o primeiro trimestre e os distratos recuaram mais de 15 por cento.

"Esse primeiro trimestre foi de inflexão e esperamos que esse ano seja mais ativo em lançamentos e vendas comparado a 2016", afirmou à Reuters o co-presidente da empresa, Rafael Menin.

O executivo ainda disse que a MRV não espera recuperação forte da economia em 2017 e, apesar das medidas positivas adotadas pelo governo no âmbito do Minha Casa Minha Vida (MCMV), a MRV será "assertiva" nos lançamentos, concentrando-se em microrregiões subabastecidas.

No primeiro trimestre, as vendas contratadas brutas da MRV somaram 1,3 bilhão de reais, 7,2 por cento mais ante janeiro a março de 2016, conforme prévia operacional divulgada nesta segunda-feira. Já vendas líquidas subiram 15 por cento na mesma comparação, para 1,05 bilhão de reais.

A construtora lançou 7.677 unidades nos três primeiros meses de 2017, o equivalente a um valor geral de vendas (VGV) de 1,211 bilhão de reais. A cifra é 24,5 por cento maior que a do primeiro trimestre de 2016 e foi 13,1 por cento acima do quarto trimestre.

Ao mesmo tempo, a relação distratos sobre vendas caiu para 20,5 por cento, de 26 por cento entre janeiro e março de 2016, devido à adoção do projeto 'venda garantida', por meio do qual a MRV contabiliza o negócios somente após o repasse.

Menin afirmou que o mecanismo posterga o reconhecimento das vendas, mas deve permitir à MRV zerar os distratos dentro de aproximadamente dois anos. "Sem isso, as vendas (brutas do primeiro trimestre) teriam crescido 12 por cento, e não 7 por cento", comentou, acrescentando que a empresa espera introduzir esse método em todas as regiões até o fim deste ano.

A construtora também pretende gastar entre 100 milhões e 120 milhões de reais a mais com a compra de terrenos em 2017, de acordo com o executivo. "A competição está pequena e queremos montar um land bank gigantesco até esse janela de oportunidade se fechar", afirmou.   Continuação...