Relator propõe idade mínima de 62 anos para mulheres se aposentarem

terça-feira, 18 de abril de 2017 12:34 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O texto final da reforma da Previdência está praticamente fechado, dependendo de pequenos detalhes que serão acertados pelo governo com a base aliada, e prevê idade mínima para aposentadoria menor para mulheres e trabalhadores diferenciados e menos tempo de contribuição para receber a aposentadoria integral a que cada um tem direito.

Pelo parecer do deputado Arhtur Oliveira Maia (PPS-BA), cujo esboço foi apresentado nesta terça-feira em reunião do presidente Michel Temer com parlamentares governistas, a idade mínima de aposentadoria para mulheres será de 62 anos e de 65 anos para homens, com 25 anos de contribuição.

Quem quiser receber a aposentadoria máxima a que tem direito com base em seus salários precisará contribuir por 40 anos. Antes, a idade mínima era de 65 anos para ambos os sexos e com contribuição de 49 anos para conseguir receber o salário integral da Previdência.

O texto de Oliveira Maia traz ainda que será estabelecida em lei a forma como se dará o aumento da idade; o governo propunha aumento da idade mínima em razão do aumento da expectativa de sobrevida do brasileiro.

Para os trabalhadores que já contribuem para a Previdência, o relator retirou o corte de idade para entrar nas regras de transição e, quem optar por elas, pagará 30 por cento de pedágio sobre que falta para cumprir 30 anos de contribuição, se mulher, ou 35 anos, se homem. Também haverá um piso inicial de idade para se aposentar pelas regras de transição --53 anos para mulher e 55 anos para homens.

Pela proposta do governo, poderiam entrar na transição mulheres com mais de 45 anos e homens com mais de 50 anos, pagando pedágio de 50 por cento sobre o tempo restante para se aposentar.

"Houve uma coisa importante, uma simbiose entre o pensamento médio do governo, o pensamento médio dos parlamentares da base e o pensamento médio da sociedade", afirmou o presidente da comissão especial da Previdência, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), após participar de reunião no Palácio da Alvorada.

"Eu estou subindo meu prognóstico de 350 para 360 votos (para aprovar a reforma na Câmara), acrescentou.

Como a reforma da Previdência é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) são necessários pelo menos 308 votos para sua aprovação, equivalente a três quintos dos deputados, em dois turnos de votação. No Senado, a PEC precisa do apoio de 49 senadores, também em dois turnos de votação.   Continuação...

 
Maia (esquerda)  e Marun durante entrevista no Palácio do Planalto
 11/4/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino