Maia admite divergência na base e avalia se urgência para reforma trabalhista será votada nesta 4ª

quarta-feira, 19 de abril de 2017 14:14 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu que há divergências na base em relação à reforma trabalhista e disse que avalia se colocará em votação nesta quarta-feira um requerimento para urgência à proposta.

Na véspera, um requerimento semelhante chegou a ser votado, mas não alcançou os 257 votos necessários à sua aprovação --derrota creditada em parte a um erro do próprio Maia, que encerrou a votação pouco depois de iniciá-la, mas também à rebeldia de alguns aliados do governo.

“Não teve traição, teve divergência. As pessoas não são obrigadas a dizer amém para o governo. Então cabe também àqueles que são a favor do projeto convencer aqueles da base que estão contra”, disse Maia a jornalistas ao chegar na Câmara.

Questionado se colocaria o requerimento de urgência novamente em votação, afirmou que isso “pode” ocorrer. “Estamos avaliando”, disse.

Se aprovado, o requerimento possibilita a supressão de prazos regimentais, o que permitiria a votação da reforma trabalhista na próxima terça-feira na comissão especial onde tramita e na quarta-feira em plenário.

A Câmara iniciou a ordem do dia nesta quarta-feira para a análise de emendas a um outro projeto, que estabelece um regime de recuperação fiscal a Estados endividados.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

 
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)
12/07/2016
REUTERS/Ueslei Marcelino