Demanda por voos no Brasil cresce em março pela 1ª vez em 20 meses

quinta-feira, 20 de abril de 2017 11:47 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A demanda por voos domésticos subiu 5,9 por cento em março ante o mesmo período de 2016, no primeiro resultado positivo nessa base de comparação em 20 meses, informou a associação que representa as principais empresas do setor, Abear, nesta quinta-feira.

A oferta também ficou no campo positivo, com alta de 3,98 por cento na mesma base de comparação, após 18 meses de queda.

A taxa de ocupação dos voos domésticos avançou 1,44 ponto percentual, para 79,07 por cento. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, o volume de passageiros transportados nos voos realizados em março somou 7,4 milhões, uma alta de 5,72 por cento.

A entidade atribuiu o desempenho do mês passado à fraca base de comparação com março de 2016, quando a demanda encolheu 7,3 por cento e a oferta caiu 7,6 por cento. "Temos que tratar esses números com bastante cuidado", disse o presidente da entidade, Eduardo Sanovicz.

O consultor técnico da Abear, Mauricio Emboaba, destacou que os próximos meses também devem apresentar crescimento em razão da base de comparação. A expectativa da entidade é que esse quadro deve se repetir até meados do ano, e a partir de então as estatísticas devem recuperar consistência com a sazonalidade tradicional do mercado. "Não é um boom de crescimento", afirmou.

Na coletiva à imprensa, Emboaba estimou inicialmente que a expansão da demanda e da oferta no setor deveria ficar abaixo de 2 por cento em 2017, considerando as perspectivas atuais para a economia brasileira. Em seguida, porém, ele disse que era arriscado fazer uma estimativa, que se tratava de um prognóstico incerto.

Entre as companhias no mercado doméstico, a Gol liderou em participação em março, com 35,22 por cento, seguida por Latam, com 33,16 por cento. A Azul AZUL4.SA veio em terceiro lugar, com 18,84 por cento e a Avianca em quarto, com 12,78 por cento.

No acumulado dos três primeiros meses do ano, a demanda doméstica acumulou baixa de 0,24 por cento e a oferta consolidada caiu 1,61 por cento em relação ao mesmo período de 2016, com a taxa de ocupação ficando em 81,10 por cento.

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