Setor atacadista e distribuidor vê 2017 com otimismo após faturar R$250,5 bi em 2016, diz Abad

segunda-feira, 24 de abril de 2017 17:09 BRT
 

Por Gabriela Mello

SÃO PAULO (Reuters) - Atacadistas e distribuidores estão otimistas quanto ao desempenho em 2017, após terem faturado 250,5 bilhões no ano passado, mostrou pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela entidade que representa o setor Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad).

Conforme o Ranking ABAD/Nielsen de 2017, a expectativa é que o faturamento do setor cresça pelo menos 1 por cento neste ano, dada a melhora do cenário econômico a partir do segundo semestre.

No primeiro trimestre, contudo, atacadistas e distribuidores faturaram 6,15 por cento menos ante o mesmo período de 2016, com os consumidores ainda contendo os gastos em meio ao desemprego. Somente em março, houve alta real de 16,5 por cento ante fevereiro, mas queda de 2,33 por cento na comparação com igual mês do ano passado.

Em 2016, o faturamento cresceu 0,6 por cento em termos reais e 6,9 por cento nominalmente ante 2015. "O resultado, embora se aproxime da estabilidade, é considerado satisfatório", informou a Abad, destacando que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional teve retração de 3,6 por cento no ano passado.

Ainda de acordo com o levantamento, agentes de distribuição respondiam por 53,7 por cento do mercado mercearil nacional, que compreende alimentos, bebidas, produtos de limpeza, higiene e cuidados pessoais e teve faturamento de 466,2 bilhões de reais em 2016.

O ranking apontou, ainda, que o atacarejo faturou 11,3 por cento mais no ano passado, enquanto os hipermercados tiveram queda de 7,4 por cento na comparação com 2015. "Hoje, as famílias têm feito as compras de abastecimento (maior volume) no atacarejo em detrimento dos hipermercados", explicou a Abad.

No Sudeste, que segundo a associação concentra 38 por cento do setor, as empresas consultadas cresceram 8,6 por cento, mais que as do Nordeste (8 por cento), porém menos que as do Norte (15 por cento), Centro-Oeste (12,6 por cento) e Sul (12,8 por cento).

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