ANP quer atrair mais agentes financeiros para leilões de petróleo do Brasil

quarta-feira, 26 de abril de 2017 17:32 BRT
 

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estuda aprimorar os contratos das três grandes rodadas de licitação de blocos exploratórios de óleo e gás previstas para este ano, de forma a atrair outros agentes para o setor, como fundos de investimentos.

"A gente está discutindo nos nossos contratos facilitar a entrada de empresas não operadoras, até de fundos de investimentos, que podem ser sócios, reduzindo as restrições para que empresas financeiras possam participar de consórcios, a gente quer abrir o leque dos atores", afirmou o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, que conversou na manhã desta quarta-feira com jornalistas da imprensa internacional, no Rio de Janeiro.

A ANP projeta que as duas rodadas do pré-sal, sob regime de partilha de produção, ocorram no segundo semestre, assim como a 14a Rodada de Blocos Exploratórios de óleo e gás, sob regime de concessão.

Sem entrar em detalhes, o diretor-geral afirmou que os contratos vão deixar mais clara a possibilidade de agentes financeiros participarem, com aprimoramento nas garantias, na capacitação técnica e na documentação necessárias para a participação.

Além de petroleiras, empresas de outros setores já podiam participar dos leilões, mas alguns fatores limitavam essas companhias de fora do segmento nas rodadas anteriormente.

"A gente está deixando claro para demonstrar o nosso interesse em atrair investidores com capacidade financeira que, se tiverem associados a operadores capacitados autorizados, a gente não vê nenhuma restrição para que essas entidades possam participar também... Nosso contrato não era explícito em relação a isso", disse Oddone.

Segundo o diretor-geral, essa foi uma demanda vista no mercado e que está alinhada com os interesses do governo, de atrair investimentos por meio do desenvolvimento do setor de petróleo no Brasil.

As áreas a serem ofertadas neste ano, na avaliação do diretor-geral, são bastante atrativas, e as licitações ocorrem enquanto o setor de petróleo no Brasil vive a maior abertura de sua história.   Continuação...

 
Plataforma de petróleo na Baía de Guanabara em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro
20/04/2015
REUTERS/Pilar Olivares