Quebra de safra reduz movimentação de produtos da Cargill no Brasil em 2016

quarta-feira, 26 de abril de 2017 16:55 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A norte-americana Cargill, gigante do agronegócio, reduziu o volume de produtos movimentados no Brasil em 2016, mas conseguiu elevar o lucro na operação local em 61 por cento, favorecida por uma melhora em seu desempenho financeiro.

A Cargill originou, processou e comercializou 24 milhões de toneladas de produtos em 2016, incluindo granéis agrícolas e processados, queda ante 28 milhões em 2015, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira.

Além de uma das maiores exportadoras de grãos do país, a Cargill também opera diversas fábricas que produzem óleos vegetais e amidos industriais, por exemplo.

"A quebra na safra das principais commodities comercializadas pela Cargill, sendo soja e milho, principalmente, levaram à queda na movimentação de grãos em 2016", disse a empresa em nota à Reuters.

Agricultores do Brasil tiveram as expectativas de colheita frustradas no ano passado, quando chuvas irregulares levaram a uma safra de soja menor que o esperado e a uma forte quebra nas produtividades da segunda colheita de milho.

Grandes tradings de commodities agrícolas têm, historicamente, maior giro e melhores condições de obter lucro em anos de safras abundantes. Apesar da adversidade com a colheita no ano passado, a Cargill registrou lucro líquido consolidado de 670 milhões de reais no país, ante 416 milhões em 2015, segundo o relatório.

"O impacto da redução do volume comercializado, no lucro da empresa, foi compensado por uma maior eficiência no mix de produtos e posições financeiras assertivas da empresa", disse a companhia.

Ao contrário de 2015, quando a empresa teve prejuízo com a variação cambial, em 2016 o resultado deste tipo de operação foi positivo em cerca de 600 milhões de reais.

Em termos de receita líquida, a Cargill no Brasil teve um pequeno avanço, de 0,7 por cento, somando 32,31 bilhões de reais em 2016.   Continuação...

 
Logo da Cargill em unidade da companhia em Lucens, na Suíça
22/09/2016
REUTERS/Denis Balibouse