Santander aposta em financiamento para energia solar em telhados no Brasil

quarta-feira, 26 de abril de 2017 17:24 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - O banco Santander Brasil aposta que a instalação de placas de energia solar em residências e comércios, uma tendência cada vez mais vista na Europa e nos Estados Unidos, deverá em breve se popularizar no país, o que tem levado a unidade de financiamentos da instituição a oferecer empréstimos para que os consumidores adotem a tecnologia.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o número de pequenas instalações solares como essas saltou mais de 1.400 por cento entre meados de 2015 e este início de 2017, de 631 para 9,7 mil unidades, mas o ritmo ainda é visto como baixo perto do potencial de expansão no país.

"Esse mercado ainda vai explodir, e a gente tem que estar preparado... hoje não tem banco privado colocando dinheiro nesse setor", afirmou à Reuters o superintendente do Santander Financiamentos, Newton Ferrer.

Ele disse que a grande meta do banco é popularizar essa modalidade de financiamentos a ponto de fazê-la sair de uma fatia hoje praticamente insignificante para ao menos 10 por cento na carteira total de empréstimos do Santander Financiamentos, excetuando-se as operações com veículos.

Esse volume representaria, pelas atuais proporções da carteira, a concessão de cerca de 50 milhões de reais em financiamentos por mês, ou 600 milhões de reais por ano.

Como o valor médio das transações tem sido de 25 mil reais, o banco poderia viabilizar mais de 2 mil instalações solares por mês, caso as operações ganhem tal ritmo.

"Não tem ainda uma data, um calendário, mas o que vai fazer essa tecnologia ter esse crescimento exponencial serão três fatores: quando os grandes grupos decidirem investir nisso, provavelmente as distribuidoras de energia; quando a situação da economia melhorar; e quando for retomada a confiança dos consumidores", apontou Ferrer.

Os clientes que aderiram aos telhados solares com apoio do Santander estão principalmente da região Sudeste e dividem-se entre os do setor comercial, como shoppings e instituições de ensino, e residencial, onde o predomínio é de consumidores com entre 35 e 45 anos, de classe média alta, que adotam a tecnologia principalmente devido a preocupações com sustentabilidade, disse Ferrer.   Continuação...

 
Agência do banco Santander no Rio de Janeiro, no Brasil
07/10/2009
REUTERS/Sergio Moraes/File Photo