27 de Abril de 2017 / às 17:10 / 4 meses atrás

Vale prevê dobrar volume de minério "blendado" na Ásia em 2017 para 80 mi t

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora brasileira Vale prevê dobrar o volume de minério de ferro "blendado" (misturado) na Ásia neste ano ante 2016, para cerca de 80 milhões de toneladas, como parte de uma estratégia para permitir respostas mais rápidas a mudanças nas condições de mercados onde estão os principais clientes, afirmou nesta quinta-feira o diretor-executivo de Ferrosos da companhia, Peter Poppinga.

O objetivo da empresa é se beneficiar do aumento da produção de um minério com maior teor de ferro no Norte do Brasil, com o início da operação comercial do projeto gigante S11D, em Canaã dos Carajás (PA), a partir da mistura com um produto menos valioso, extraído de operações em Minas Gerais.

O executivo explicou que os volumes blendados na Ásia neste ano ficarão em torno de 80 milhões de toneladas, ante 40 milhões em 2016 e 20 milhões em 2015.

"Provavelmente (2017) não será o pico, em 2018 ainda vai ter um aumento... mas não será provavelmente nessa progressão aritmética que a gente acabou de ver aqui, será um pouco maior que esses 80 milhões", disse Poppinga, durante teleconferência com analistas para comentar os resultados no primeiro trimestre.

No curto prazo, o efeito é um aumento temporário dos estoques, que no primeiro trimestre causou um impacto negativo nas vendas do produto. O tema gerou forte interesse dos analistas na teleconferência, que buscavam precificar a questão.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado do primeiro trimestre foi de 13,523 bilhões, queda de 13,4 por cento ante o trimestre anterior, principalmente em função do menor volume sazonal de vendas e dos impactos do acúmulo de estoque para apoiar a estratégia de "blendagem".

Poppinga explicou que os estoques podem crescer ainda nos próximos trimestres, mas a tendência é que eles voltem a patamares considerados normais pela empresa, sem entrar em detalhes.

"Comparando 2015-2016 nós reduzimos os estoques... Agora, no último trimestre, aumentamos os estoques provavelmente na casa de uns 5 milhões de toneladas ou mais, que como eu disse é temporário", frisou.

Além disso, ele pontuou que os embarques do produto neste ano serão maiores na proporção do aumento da produção.

Por Marta Nogueira

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