GPA estima recuperação lenta da economia em 2017, mas deve manter margens, diz CFO

sexta-feira, 28 de abril de 2017 14:33 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Grupo Pão de Açúcar estima estabilização da economia brasileira nos próximos meses, com gradativa e lenta recuperação em 2017, de acordo com o vice-presidente de finanças da companhia, Christophe Hidalgo.

"Há pequenos sinais positivo macroeconômicos...mas não esperamos nada muito significativo", afirmou o executivo à Reuters nesta sexta-feira, citando entre esses sinais a recuperação da confiança e a queda da taxa de juros.

Mas ele destacou que no curto prazo o resultado do GPA está menos dependente das condições macroeconômicas e mais atrelado a reformulações e estratégias comerciais implementadas desde 2016.

Na teleconferência sobre o resultado do primeiro trimestre, o presidente-executivo do GPA, Ronaldo Iabrudi, disse que o grupo observou pouco impulso da economia até agora.

Entre essas estratégias comerciais citadas por Hidalgo estão descontos progressivos (1,2,3 Passos da Economia Extra) e ajustes nos sortimentos dos produtos em suas lojas.

Nesse contexto, a expectativa do grupo é manter no acumulado de 2017 o mesmo patamar de margem bruta verificado no primeiro trimestre, de 22,4 por cento. No ano passado, a empresa encerrou com margem de 23 por cento.

"Para o resultado do ano, fica parecido com o fechamento do primeiro trimestre", afirmou Hidalgo.

Por segmento, a margem bruta do multivarejo ficou em 27,3 por cento no período, alta de 1,2 ponto em 12 meses. A bandeira de atacarejo Assaí atingiu 14,4 por cento, alta de 0,8 ponto.

No caso do Multivarejo, o executivo não descartou ligeira queda no segundo trimestre em razão do efeito Páscoa (que em 2016 foi em março e neste ano aconteceu em abril). No primeiro trimestre, a ausência da Páscoa teve um efeito positivo ao redor de 0,25 ponto na margem da divisão, citou.   Continuação...