Presidente do BNDES faz planos para 2018, diz ter apoio de Temer

segunda-feira, 8 de maio de 2017 18:00 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, citou nesta segunda-feira várias iniciativas que o banco de fomento planeja destravar na segunda metade deste ano e ano longo de 2018, e afirmou que tem o apoio do presidente Michel Temer.

Perto de completar um ano no cargo e computando sucessivas quedas no volume de desembolsos do banco, Maria Silvia tem sido frequentemente questionada sobre quando o BNDES, outrora usado como um dos motores de crescimento econômico, passará a ter uma atuação mais intensa na liberação de recursos.

Num evento com empresários, a executiva listou uma série de projetos que a instituição planeja desengavetar a partir dos próximos meses, incluindo a atuação como fiadora nos empréstimos de bancos comerciais, repasse de recursos por meio de debêntures e o lançamento de novos fundos de dívida.

Simultaneamente, Maria Silvia disse durante evento com empresários em São Paulo que já há sinais de retomada da economia, o que tende a se traduzir em maiores desembolsos do banco ao longo do ano .

"Já começamos a ver internamente alguns sinais de retomada", disse ela durante apresentação.

A declaração acontece após o BNDES ter tido no ano passado uma queda de 35 por cento nos desembolsos, caindo para o menor nível desde 2007. E neste primeiro trimestre as concessões de empréstimos pelo banco caíram outros 17 por cento.

Além de dois anos de recessão profunda no país, a queda na demanda de recursos reflete também o gradual endurecimento das exigências do BNDES para conceder recursos subsidiados da TJLP, o empréstimo mais barato do mercado, hoje em 7 por cento ao ano.

No fim de março, o BNDES anunciou a substituição da TJLP pela TLP, taxa composta pela variação da inflação pelo IPCA e uma taxa real prefixada mensalmente com o equivalente ao rendimento real das Notas do Tesouro Nacional–Série B (NTN-B).   Continuação...

 
Maria Silvia Bastos Marques em entrevista à Reuters
22 de novembro de 2016 REUTERS/Sergio Moraes