Iguatemi tem alta de 31% no lucro do 1º tri, vê início positivo de 2o trimestre

terça-feira, 9 de maio de 2017 18:15 BRT
 

Por Gabriela Mello

SÃO PAULO (Reuters) - A administradora de shopping centers Iguatemi teve lucro líquido de 50,6 milhões de reais nos três primeiros meses deste ano, superando em 30,8 por cento o resultado de igual intervalo de 2016, e está vendo um início de segundo trimestre que reforça expectativas da companhia para 2017.

"Tivemos um primeiro trimestre positivo e abril também foi muito bom. Se continuarmos com esse movimento, podemos terminar o ano no topo do guidance (previsão)", disse à Reuters a vice-presidente de finanças da empresa, Cristina Betts.

Para 2017, a Iguatemi prevê crescimento de 2 a 7 por cento na receita líquida. Entre janeiro e março, a receita líquida subiu 4,3 por cento na comparação anual, para 167,35 milhões de reais.

A empresa teve alta de 7,1 por cento na receita de aluguel no período, enquanto a receita com estacionamento subiu 10,6 por cento.

Entre janeiro e março, os lojistas de shoppings do grupo Iguatemi venderam 2,9 bilhões de reais, 5,2 por cento mais que um ano atrás. No conceito de vendas em mesmas lojas, a alta foi 1,7 por cento, ante expansão de 1,8 por cento no primeiro trimestre de 2016. Já o crescimento das vendas em mesma área desacelerou para 1,6 por cento, de 4 por cento um ano antes.O custo de ocupação ficou estável em 12,7 por cento, mas a taxa de ocupação recuou 1 ponto percentual, para 93 por cento, conforme a Área Bruta Locável (ABL) aumentou 4,3 por cento, para 746.027 metros quadrados.

Ao mesmo tempo, a linha de custos e despesas consolidados somou 42 milhões de reais, ante 41 milhões de reais nos três primeiros meses de 2016. "Temos feito trabalho grande para buscar eficiência operacional e estamos caindo nominalmente em despesas há quatro anos", afirmou a executiva.

Apesar dos esforços, a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 2,5 por cento frente ao primeiro trimestre do ano passado, para 125,76 milhões de reais. A margem Ebitda recuou para 75,2 por cento, ante 80,4 por cento entre janeiro e março de 2016.

"Nós não tivemos receita operacional extraordinária nesse primeiro trimestre, então a margem veio um pouco mais baixa", explicou Betts, destacando que o desempenho ainda fica dentro da meta de 73 a 77 por cento estipulada para 2017.   Continuação...