MRV tem alta de 2% no lucro do 1ºtri, limitada por despesas maiores

quinta-feira, 11 de maio de 2017 18:11 BRT
 

Por Gabriela Mello

SÃO PAULO (Reuters) - A MRV, maior construtora de imóveis econômicos do país, teve lucro líquido de 131 milhões de reais no primeiro trimestre deste ano, superando em 2 por cento o desempenho de igual período de 2016, e se prepara para um novo recorde de lançamentos no segundo trimestre.

Segundo o copresidente da MRV, Rafael Menin, o resultado líquido teria sido maior não fosse pelo aumento de 41,5 por cento das despesas financeiras e gastos maiores com marketing. "Vamos reforçar a marca, mesmo que isso comprometa o balanço da companhia no curto prazo", disse o executivo.

De janeiro a março, as despesas gerais e administrativas subiram 7,6 por cento na comparação anual, para 71 milhões de reais, e as comerciais aumentaram 10,1 por cento na mesma base, para 128 milhões. As despesas financeiras cresceram para 27 milhões de reais.

A receita operacional líquida somou 1,007 bilhão de reais nos três primeiros meses, alta anual de 2,6 por cento, mas 5 por cento menor frente ao quarto trimestre.

Já a margem bruta subiu para 33,6 por cento ao fim de março, ante 32,9 por cento um ano atrás, devido à redução dos custos com aquisição de terrenos, materiais de construção e mão-de-obra.

A MRV apurou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 160 milhões de reais, estável frente ao quarto trimestre, mas 6 por cento acima do desempenho apurado entre janeiro e março de 2016.

A construtora tinha 2,9 bilhões de reais em caixa ao fim de março, 48,6 por cento mais que em igual período um ano antes. Enquanto isso, o endividamento somou 3,278 bilhões de reais, sendo 1,24 bilhão de reais com financiamento e construção e 2,038 bilhões de reais com dívida corporativa.

Em 17 de abril, a empresa já havia antecipado os dados operacionais de janeiro a março, com um nível recorde de lançamentos para o primeiro trimestre, alta de 15 por cento em vendas líquidas e queda de mais de 15 por cento em distratos ano a ano.   Continuação...