Encaminhamento da Previdência tem sido favorável, diz Ilan

sexta-feira, 12 de maio de 2017 18:16 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, avaliou nesta sexta-feira que a tramitação da reforma da Previdência tem sido favorável após a proposta ter recebido nesta semana sinal verde de comissão especial da Câmara dos Deputados, tendo como próximo desafio a aprovação no plenário da Casa.

"O andamento da reforma fiscal em curso (principalmente a aprovação da PEC dos gastos e o encaminhamento da reforma da Previdência) tem sido favorável e será decisivo para o bom desempenho futuro da economia brasileira, inclusive para a sustentabilidade da desinflação recente", avaliou Ilan em discurso no Seminário de Metas para a Inflação, no Rio de Janeiro.

O andamento da reforma da Previdência, vista como crucial para o reequilíbrio das contas públicas, vinha sendo assinalado pelo BC como um dos fatores de risco.

Muitos economistas apontam que uma evolução positiva nesse fronte deverá dar mais conforto à autoridade monetária para intensificar o ritmo de redução da taxa básica de juros.

O BC cortou Selic em 1 ponto percentual na sua última reunião em abril, para o atual patamar de 11,25 por cento ao ano. Antes disso, havia feito duas reduções de 0,25 ponto cada e outros dois cortes de 0,75 ponto.

Nesta tarde, Ilan reiterou que o BC considerou o atual ritmo "adequado", mas que esse cenário depende da evolução da atividade econômica e das expectativas de inflação -- mensagem que vem repetindo em suas últimas comunicações.

Para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será realizada no fim deste mês, estão praticamente divididas as apostas do mercado em relação a um corte de 1 ponto ou de 1,25 ponto.

A crença numa intensificação do ritmo de corte tem ganhado força após indicadores econômicos recentes sinalizarem a dificuldade para a retomada da economia após dois anos de profunda recessão.

Nesta manhã, foi divulgado que o setor de serviços sofreu uma contração maior que a esperada em março, no pior resultado em cinco anos. No mesmo mês, o varejo no Brasil caiu 1,9 por cento, pior resultado em 14 anos.   Continuação...

 
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, durante coletiva de imprensa em Brasília
31/03/2017
REUTERS/Ueslei Marcelino