May 31, 2017 / 1:09 PM / in 2 months

Desemprego no Brasil cai pela 1º vez desde fim de 2014, mas melhora é incerta

3 Min, DE LEITURA

Fila de desempregados em frente a organização de caridade no centro de São Paulo. 08/03/2016Paulo Whitaker

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil recuou pela primeira vez em quase dois anos e meio, ficando em 13,6 por cento no trimestre encerrado em abril, mas ainda é cedo para apontar tendência de melhora, sobretudo após a crise política que atingiu o governo do presidente Michel Temer.

No trimestre encerrado em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, a taxa havia sido de 13,7 por cento. A última vez que houve queda nesta comparação foi em novembro de 2014, quando estava em 6,5 por cento.

O resultado de abril também veio abaixo das previsões em pesquisa da Reuters, de 13,9 por cento. No mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego foi de 11,2 por cento.

"A evolução da piora do mercado de trabalho parece ter estabilizado, mas ainda é cedo para apontar uma direção. O mercado de trabalho ainda espelha muito a conjuntura econômica negativa do país nos últimos dois anos", afirmou o coordenador da Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilio Contínua (Pnad) Contínua, Cimar Azeredo.

"Não podemos esquecer que em maio esse sinal de estabilização pode se perder com efeitos exógenos (da crise política) sobre o mercado de trabalho", acrescentou. "Essa instabilidade política cria um ambiente de incerteza e os investidores podem botar o pé no freio e, afetar consequemente o mercado de trabalho."

Em meados deste mês, Temer passou a ser investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes, entre outros, de corrupção passiva após delações de executivos do grupo J&F.

A Pnad Contínua também mostrou leve queda na população desocupada, para 14,048 milhões de desempregados, sobre 14,176 milhões no primeiro trimestre. Entre fevereiro e abril de 2016, eram 11,411 milhões de desocupados.

A população ocupada subiu a 89,2 milhões de trabalhadores no trimestre encerrado em abril, ante 88,947 milhões na pesquisa anterior. No mesmo período do ano anterior, eram 90,633 milhões.

O rendimento do trabalhador ficou em 2.107 reais no trimestre encerrado em abril, leve recuo em relação ao observado entre janeiro e março (2.115 reais) e acima do observado em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.052).

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