31 de Maio de 2017 / às 19:34 / 3 meses atrás

Compradores chineses de soja querem adiar importações diante de perdas com processamento

Funcionário escolhe grãos de soja em supermercado em Wuhan, na província de Hubei 14/04/2014Divulgação

SINGAPURA/PEQUIM (Reuters) - Importadores de soja da China estão tentando adiar ou cancelar embarques encomendados principalmente de fornecedores do Brasil, à medida que no momento eles acumulam perdas significativas ao processar a oleaginosa em óleo e ração animal, disseram três fontes do mercado.

A China, que compra cerca de 60 por cento da soja comercializada mundialmente, aproveitou o forte lucro decorrente de esmagamento no início do ano e os menores preços após colheitas recordes no Brasil para realizar grandes compras da oleaginosa.

Mas esses lucros se transformaram nas maiores perdas em quase três anos, após os mercados de óleo comestível da China serem inundados com óleo de colza leiloado de reservas nacionais e por crescentes importações de outros óleos vegetais alternativos.

"Muitos importadores estão tentando atrasar embarques, até mesmo as grandes companhias estão pedindo a exportadores para que atrasem", disse um operador de soja, que não quis ser identificado por não ter autorização para falar com a imprensa.

Processadores de soja da província de Shandong, um importante centro de produção no leste do país, estavam perdendo nesta semana 292 iuanes (43 dólares) por tonelada de soja processada, o pior patamar desde setembro de 2014.

"É muito difícil processar o número exato de cancelamentos, mas eu não acho que deve passar de cinco a sete cargas panamax", dissse o operador.

Cada navio panamax carrega cerca de 60 mil toneladas de soja, representando perdas de processamento de cerca de 2,58 milhões de dólares se processados em Shandong.

As importações em maio e junho provavelmente vão atingir cerca de 9 milhões a 9,5 milhões de toneladas, uma vez que as cargas foram adquiridas anteriormente, segundo fontes do mercado. Em julho, as chegadas devem cair para 8 milhões de toneladas, com os maiores declínios vistos no terceiro trimestre.

Por Naveen Thukral e Dominique Patton

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