Criação de emprego nos EUA desacelera em maio, mas taxa de desemprego cai a 4,3 por cento

sexta-feira, 2 de junho de 2017 10:50 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - O crescimento do emprego nos Estados Unidos desacelerou em maio e os ganhos nos dois meses anteriores não foram tão fortes como anteriormente relatado, sugerindo que o mercado de trabalho estava perdendo força, apesar de a taxa de desemprego cair para o menor nível em 16 anos, a 4,3 por cento.

A geração de empregos fora do setor agrícola foi de 138 mil no mês passado, quando os setores de manufatura, governo e varejo fecharam postos, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira.

Os dados de março e abril foram revisados para mostrar 66 mil empregos criados, menos do que o relatado anteriormente. Os ganhos de trabalho de maio marcaram forte desaceleração da média mensal de 181 mil nos últimos 12 meses.

Economistas consultados pela Reuters esperavam, pela mediana, que seriam criadas 185 mil vagas em maio e que a taxa de desemprego ficasse em 4,4 por cento.

Embora os ganhos de trabalho do mês passado ainda possam ser suficientes para que o Federal Reserve, banco central norte-americano, eleve as taxas de juros este mês, o aumento modesto poderia suscitar preocupações com a saúde da economia após o crescimento ter diminuído no primeiro trimestre.

A economia precisa criar 75 mil a 100 mil empregos por mês para acompanhar o crescimento da população em idade para trabalhar. Os ganhos de trabalho estão diminuindo à medida que o mercado de trabalho se aproxima do pleno emprego.

A taxa de desemprego caiu para o seu nível mais baixo desde maio de 2001, com as pessoas deixando a força de trabalho.

O relatório de emprego foi divulgado menos de duas semanas antes da reunião do Fed em 13 e 14 de junho.

Antes do relatório, os mercados financeiros dos EUA precificavam aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, de acordo com a CME FedWatch.

O Fed elevou as taxas de juros em 0,25 ponto em março. Os dados de consumo e da indústria sugerem que a economia ganhou velocidade no início do segundo trimestre, depois que o Produto Interno Bruto aumentou a uma taxa anualizada de 1,2 por cento no início do ano.

 
Homem passa por cartaz com dizeres "Você precisa de um emprego?" em Los Angeles. 19/03/2015 REUTERS/Lucy Nicholson