Cade adia julgamento e propõe duros remédios para fusão entre Kroton e Estácio, dizem fontes

segunda-feira, 5 de junho de 2017 16:42 BRT
 

Por Gabriela Mello e Tatiana Bautzer

SÃO PAULO (Reuters) - O julgamento da fusão entre a Kroton Educacional e a Estácio Participações pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) foi adiado para o dia 28 de junho, após a relatora do caso na autarquia sinalizar duros remédios para aprovação do acordo, disseram à Reuters fontes com conhecimento direto do assunto.

A expectativa era de que o negócio fosse julgado na sessão de 7 de junho, mas o caso não consta na agenda divulgada pelo Cade para o dia.

Como o prazo para a autarquia julgar o caso se encerraria em 27 de junho e a próxima sessão neste mês ocorreria apenas no dia 28, o Cade teve que prorrogar por 30 dias a data limite para julgamento, explicou à Reuters um advogado especializado em assuntos concorrenciais.

Mais cedo, a coluna Radar publicada no jornal O Globo disse que o adiamento foi feito a pedido da Kroton. Procurada pela Reuters, a empresa informou que não se pronunciaria a respeito.

As conversas entre os executivos e seus advogados com a conselheira Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt, que é relatora do caso no Cade, se intensificaram nas duas últimas semanas, disseram à Reuters duas fontes próximas das negociações.

Segundo elas, a relatora estaria adotando postura dura nas negociações e já teria sinalizado remédios mais amargos que a venda de todo o ensino à distância (EAD) da Estácio para aprovar a fusão entre as empresas.

Uma dessas fontes contou à Reuters que a conselheira chegou a propor a venda da Anhanguera, adquirida pela Kroton em abril de 2013, ou até mesmo de toda a marca Estácio.

Tanto Kroton quanto Estácio não quiseram comentar o assunto.   Continuação...