28 de Junho de 2017 / às 15:06 / em 2 meses

Dólar cai com exterior e volta a R$3,30, mas cautela com risco político continua

Foto ilustrativa de notas de real e de dólar dos Estados Unidos. 10/09/2015Ricardo Moraes

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em queda ante o real e de volta ao patamar de 3,30 reais nesta quarta-feira, acompanhando o cenário externo, mas com a cautela ainda imperando entre os investidores diante da cena política doméstica.

Às 12:05, o dólar recuava 0,49 por cento, a 3,3024 reais na venda, depois de atingir a mínima de 3,2956 reais no dia. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,40 por cento.

A moeda norte-americana recuava frente a moedas de países emergentes, como o peso mexicano e a lira turca, influenciado pelo fracasso dos republicanos em aprovar a reforma da saúde nos Estados Unidos, prejudicando ainda mais a crença nas promessas do presidente Donald Trump para sustentar o crescimento.

O dólar também caía frente a uma cesta de moedas, influenciado pelo desempenho do euro, que atingiu um pouco mais cedo a máxima de um ano ante a moeda norte-americana após dados mais fracos de vendas pendentes de imóveis.

Internamente, o mercado continuava atento à crise política, com temores de que o andamento das reformas no Congresso Nacional seja prejudicado. Um teste de fogo nesta sessão será a votação da reforma trabalhista na Comissão de Constitução e Justiça (CCJ) do Senado.

"Se o texto não passar na CCJ, será bastante negativo, mostrará a dificuldade do governo em agregar a base", afirmou o sócio da assessoria de investimentos Criteria Investimentos, Vitor Miziara.

Na semana passada, o governo surpreendentemente foi derrotado na votação da matéria da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, demonstração de menor força política do presidente Michel Temer.

Temer foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo crime de corrupção passiva e pode fazer novas denúncias, já que o presidente também é investigado por crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa.

A crise política acabou alimentando temores de que as reformas trabalhista e da Previdência podem ficar ainda mais difíceis de ser aprovadas por completo.

"O fatiamento das denúncias pelo procurador-geral diminuiu as chances delas (reformas) serem aprovadas. A expectativa, no entanto, é de que elas ainda passarão", afirmou o operador da Ourominas Corretora Maurício Gaioti.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de até 8,2 mil swaps cambiais tradicionais --equivalente à venda futura de dólares-- para rolagem dos contratos que vencem em julho. Com isso, já rolou 6,560 bilhões de dólares do total de 6,939 bilhões de dólares que vence no mês que vem.

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