Governo francês eleva pressão para fim de greve de pilotos da Air France

segunda-feira, 22 de setembro de 2014 07:43 BRT
 

PARIS (Reuters) - O governo francês renovou seu apelo nesta segunda-feira por um fim rápido para a greve de pilotos da Air France, que está custando à empresa milhões de euros por dia, e pediu que a administração "esclareça" suas propostas.

A greve sobre os planos da companhia aérea de estabelecer atividades de baixo custo está entrando em sua segunda semana e deve se tornar a ação industrial desse tipo mais longa na sua história. O principal sindicato, o SNPL, estendeu o prazo da ação de greve para 26 de setembro e um segundo sindicato, o SPAF, para 24 de setembro, com uma opção de ampliar o prazo.

"O serviço precisa voltar agora, é o que o país quer e os envolvidos precisam entender isso", disse Jean-Marie Le Guen, ministro encarregado das relações com o parlamento, antes de novas negociações nesta segunda-feira entre sindicatos e a administração.

"Muito rapidamente a administração precisa fazer um certo número de esclarecimentos sobre suas propostas", acrescentou.

Os pilotos estão protestando contra planos da empresa de expandir as operações de baixo custo de sua unidade Transavia com o estabelecimento de bases estrangeiras, conforme a Air France busca combater a feroz competição de companhias aéreas de baixo custo.

A expansão da Transavia é parte de um novo plano revelado neste mês com a meta de impulsionar os lucros. As propostas fariam com que a frota da Transavia aumentasse para 100 jatos em 2017, ante cerca de 50 atualmente, e o número de passageiros mais que dobraria, para 20 milhões.

O SNPL teme que a Air France possa abandonar inteiramente o desenvolvimento da Transavia na França, culpando a oposição de pilotos, para focar-se na expansão da unidade em outros locais na Europa, retirando postos de trabalho do país.

A Air France, parte da Air France-KLM, espera que 41 por cento dos voos operem nesta segunda-feira. O SNPL disse antes do novo encontro que as negociações haviam chegado a um "impasse total".

(Por Mark John e Maya Nikolaeva)