Economistas ligados a presidenciáveis batem boca em seminário da FGV

segunda-feira, 22 de setembro de 2014 14:49 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Economistas ligados aos três principais candidatos à Presidência da República entraram no clima eleitoral faltando duas semanas para a votação e promoveram um verdadeiro bate-boca nesta segunda-feira em uma seminário promovido pela FGV.

O ponto de partida para a troca de farpas foi a discussão em torno do baixo crescimento da economia brasileira no governo Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT.

Marcio Holland, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, justificou o fraco desempenho da economia colocando a culpa nos efeitos da crise global.

A visão do integrante do governo foi contestada pelo economista Samuel Pessoa, ligado ao candidato do PSDB, Aécio Neves.

Segundo Pessoa, no governo Dilma foram cometidos erros gerenciais e administrativos que inibiram a capacidade de crescimento da economia brasileira.

Para o economista tucano, o governo vem fazendo uma "política de esparadrapos", ou seja, tentando curar problemas de ordem econômica no dia a dia.

“Dizer que a culpa é da crise mundial não faz sentido”, afirmou Pessoa.

O economista Marco Bonomo, ligado à candidata Marina Silva (PSB), criticou a falta de independência do Banco Central e a relação com as taxas de juros e inflação. Ele também atacou o expansão dos gastos dos bancos públicos sem o devido retorno para o crescimento da taxa de investimento do país.

“Ouvindo o Marcio falar parece que estamos em outro país, que nada de errado ocorreu e foi tudo maravilhoso. Quando penso no futuro governo, temos uma herança maldita na economia. Falta transparência, não se sabe ao certo o que é contabilidade criativa, pedaladas e não se sabe quais esqueletos virão“, afirmou.   Continuação...