Atividade industrial da China expande em setembro, mas emprego encolhe, mostra PMI

terça-feira, 23 de setembro de 2014 09:19 BRT
 

Por Jake Spring

PEQUIM, 23 Set (Reuters) - O setor industrial da China ganhou ímpeto de forma inesperada em setembro mesmo que o emprego tenha atingido mínima de cinco anos e meio, uma potencial fonte de preocupação para os líderes comunistas que prezam pela estabiliadade social acima de tudo.

Sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho reforçaram as expectativas de que a China pode relaxar mais as condições financeiras nas próximas semanas, mas evitar o corte da taxa de juros ou da taxa de compulsório para todos os bancos para sustentar a economia.

O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar do HSBC/Markit para a indústria subiu a 50,5 em setembro contra leitura final de 50,2 em agosto.

Economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam que o crescimento indústria ficasse estagnado em 50,0, marca que separa expansão de contração, citando deterioração da confiança empresarial e crescente peso do esfriamento do mercado imobiliário.

"Acreditamos que as condições de liquidez ficarão melhores", disse Ting Lu, economista do Bank of America-Merrill Lynch. "Mas não esperamos um corte universal da taxa de juros ou da taxa de compulsório."

Em vez disso, as autoridades devem reduzir taxas de empréstimo específicas como as hipotecárias, e o banco central pode estender mais empréstimos a grandes bancos com o dinheiro sendo reemprestado a empresas sob um exercício de "reempréstimo", disse Lu.

O PMI desta terça-feira mostrou que a medida de emprego caiu mais de um ponto, para 46,9, menor nível desde fevereiro de 2009 durante a crise financeira global, quando um colapso das exportações deixou dezenas de milhões de chineses sem trabalho.

Uma forte queda no emprego pode soar um alarme para o governo, que indicou que irá tolerar crescimento econômico mais lento abaixo de 7,5 por cento desde que o emprego não seja afetado.

 
Operário em fábrica de máquinas na cidade chinesa de Huaibei. 01/09/2014  REUTERS/Stringer