Dólar fecha a R$2,40 com cena eleitoral; BC amplia rolagem

terça-feira, 23 de setembro de 2014 20:18 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou a 2,40 reais pela primeira vez em sete meses nesta terça-feira, com investidores usando a piora da candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) em pesquisa de intenção de voto como pretexto para testar a tolerância do Banco Central à valorização da moeda norte-americana.

Dúvidas sobre a disposição do BC de conter a alta do dólar surgiram porque a autoridade monetária vinha mantendo inalteradas as intervenções no mercado, mesmo diante da escalada recente da divisa norte-americana.

"Enquanto o BC não dá as caras, cresce a volatilidade e cresce a pressão para o dólar subir", afirmou o operador de câmbio da corretora B&T Marcos Trabbold.

O dólar subiu 0,53 por cento nesta terça, a 2,4070 reais na venda, após chegar a 2,4149 reais na máxima do dia, maior nível desde 19 de fevereiro (2,4362 reais). Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 2,1 bilhões de dólares.

Após o fechamento do mercado, contudo, o BC anunciou a ampliação da oferta de swaps para a rolagem do lote que vence em 1º de outubro. O BC vai ofertar em leilão na quarta-feira até 15 mil contratos para rolagem, ante oferta anterior de até 6 mil contratos diários.

O BC já rolou o equivalente a 3,554 bilhões de dólares, ou cerca de 53 cento do lote total do mês que vem, que corresponde a 6,677 bilhões de dólares. Se mantiver a oferta de 15 mil contratos por dia até dia 29, e vender tudo, o BC rolará cerca de 98 por cento do lote.

Nesta terça-feira, o BC vendeu a oferta integral de até 6 mil contatos no leilão de rolagem.

O BC também vendeu a oferta total de até 4 mil swaps pelas atuações diárias, todos com vencimento em 1º de setembro de 2015 e volume equivalente a 197,5 milhões de dólares. A autoridade monetária também ofertou contratos para 1º de junho, mas não vendeu nenhum.

O avanço do dólar nesta sessão teve como pano de fundo a pesquisa CNT/MDA, que mostrou a presidente Dilma Rousseff (PT) com 42 por cento das intenções de voto e Marina com 41 por cento num esperado segundo turno.   Continuação...