Marina diz que não vai se aventurar em política econômica

quinta-feira, 25 de setembro de 2014 11:56 BRT
 

(Reuters) - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmou em entrevista exibida nesta quinta-feira que se for eleita não vai se aventurar na política econômica, e reiterou o compromisso com o tripé da economia para recuperar a credibilidade que disse ter sido perdida sob o governo de Dilma Rousseff, que busca a reeleição pelo PT.

Marina defendeu a necessidade de recuperar a credibilidade, os investimentos e o controle dos gastos públicos no país e repetiu a proposta de institucionalização da autonomia do Banco Central. Defendeu a necessidade de restabelecer o tripé macroeconômico formado por meta de inflação, superávit primário e câmbio flutuante.

"Nós não vamos nos aventurar em política econômica, não vamos inventar a roda. Há um processo que vem dando certo desde o governo Itamar, o presidente Fernando Henrique consolidou, o presidente Lula manteve. A presidente Dilma é que se aventurou e agora nós temos o nosso país com baixa credibilidade, pouco investimento, juros altos", disse a candidata ao Bom Dia Brasil, da TV Globo.

Marina disse que a meta de inflação de um eventual governo seu será de 4,5 por cento. Há anos, a meta vem sendo definida em 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

"A nossa proposta é de 4,5 por cento, é isso que nós vamos manter", disse.

Questionada sobre quais medidas vai adotar para atingir esse objetivo, Marina não entrou em detalhes. "É claro que você tem fatores que vão nos levar a poder alcançar esse objetivo", afirmou.

"Vamos fazer com que o Brasil volte a crescer. Boa parte do capital que o Brasil precisa não é tangível, e intangível, é confiança, credibilidade, respeito ao contrato, criar ambiente que favoreça os investidores a voltar a investir no Brasil", disse.

A candidata lembrou que seu programa de governo prevê a criação de um conselho de responsabilidade fiscal para verificar as contas do governo e dar eficiência as gastos públicos, além de garantir que não vai elevá-los acima do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Marina também voltou a criticar o que chamou de "uso político dos bancos públicos", acrescentando que manterá finalidade social dessas instituições e os investimentos "corretos", para setores como a agricultura e para programas como o Minha Casa, Minha Vida.   Continuação...

 
Candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, em encontro com empresários no Rio de Janeiro. 12/09/2014 REUTERS/Sergio Moraes