Governo federal poderá comprar mais de 2 mi t de milho e trigo

quinta-feira, 25 de setembro de 2014 17:46 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O governo federal poderá comprar pouco mais de 2 milhões de toneladas de milho e trigo para recompor seus estoques, com o Ministério da Agricultura aproveitando os preços em mínimas de quatro anos para realizar compras diretas junto a produtores, indicou nesta quinta-feira o ministro Neri Geller.

As compras de milho poderiam chegar a até 1,5 milhão de toneladas, quase dobrando os volumes em estoques públicos da Companhia Nacional de Abastecimento, enquanto as aquisições de trigo poderiam alcançar até 600 mil toneladas.

Tais compras, realizadas com base no preço mínimo de garantia de custos agrícolas, beneficiariam os agricultores que estão se preparando para iniciar o plantio da safra 2014/15.

"Estamos preparados para comprar de 1 a 1,5 milhão de toneladas de milho... E estamos preparados para comprar de 400 a 600 mil t de trigo também", declarou o ministro a jornalistas após encontro com empresários na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Além das compras diretas (Aquisição do Governo Federal - AGF), o governo também está apoiando o escoamento do produto, por meio dos leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor).

O governo federal liberou 250 milhões de reais para a realização de leilões públicos de subvenção aos preços de algodão em pluma, após prometer publicamente 300 milhões, e reduziu em 40 por cento os recursos disponíveis para sustentar o mercado de milho este ano, para 300 milhões de reais.

Questionado sobre a redução, Geller afirmou que essa foi uma decisão do Ministério da Agricultura, considerando uma safra menor de milho em Mato Grosso, o principal Estado produtor do Brasil e também o que recebe maior apoio do governo.

"Eu não estou olhando os recursos, estamos olhando para contemplar a produção. Com 300 milhões, no nosso entendimento, vai contemplar todas as regiões que estão com preços abaixo do milho em Mato Grosso. E se for necessário, vamos realocar (mais recursos)", declarou.

Ele observou que o governo já destinou 240 milhões de reais para os leilões de milho, e que os 60 milhões restantes deverão ser suficientes para apoiar os produtores.   Continuação...