Anac aumenta número de slots no aeroporto de Congonhas em horários mais movimentados

sexta-feira, 26 de setembro de 2014 10:11 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou nesta sexta-feira o aumento no número de chegadas e partidas que serão alocadas a cada faixa horária (slots) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no âmbito do processo de redistribuição pelo órgão regulador seguindo metas de pontualidade e regularidade.

O número de slots para a aviação regular subirá para 33 ou 32 nos horários mais movimentados. Das 22h às 23h, serão 16 slots. Atualmente, são destinados 30 slots por hora na pista principal de Congonhas para a aviação regular.

De acordo com a Anac, o aumento seletivo do número de slots por faixa horária vai permitir melhora na utilização da capacidade das pistas por meio de um maior planejamento pelos operadores.

Isso permite a oferta de mais voos comerciais, inclusive por empresas entrantes, e incentiva maior concorrência e menores preços sem aumentar a capacidade do aeroporto, que "permanece operando dentro das regras de segurança da aviação civil", acrescentou.

O governo decidiu redistribuir os slots de aeroportos coordenados pela Anac segundo critérios que incluem regularidade e pontualidade de companhias. O objetivo é minimizar o efeito da lotação de alguns aeroportos.

Em Congonhas, na primeira distribuição de slots para aviação regular, 100 por cento dos novos slots serão destinados a empresas entrantes. A medida beneficia empresas como Azul e Avianca, que têm atuação muito menor que as rivais Gol e TAM em um dos aeroportos mais movimentados do país.

As empresas aéreas terão que registrar um mínimo de 90 por cento de regularidade e 80 por cento de pontualidade na operação dos slots em Congonhas.

"A partir da efetiva operação dos slots distribuídos, a Anac começará a avaliar a pontualidade e a regularidade de todos os slots utilizados, conforme os padrões estabelecidos na norma", disse a agência reguladora em comunicado.

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Passageiros esperam voo no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. REUTERS/Sergio Moraes