Briga entre Nippon e Ternium termina com demissão de presidente da Usiminas

sexta-feira, 26 de setembro de 2014 15:06 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Uma disputa entre a Ternium e o Grupo Nippon resultou na demissão do presidente da Usiminas e de mais dois altos executivos da maior produtora de aços planos do Brasil, o que fazia as ações despencarem nesta sexta-feira.

Mais cedo, a Usiminas informou que seu conselho de administração aprovou a destituição do argentino Julián Eguren da presidência da companhia e também do diretor de subsidiárias, Paolo Bassetti, e do diretor industrial, Marcelo Chara.

Os executivos eram indicação da Ternium, que entrou no grupo de controle da empresa após investimento do grupo ítalo-argentino Techint no final de 2011.

A votação para demitir os executivos terminou empatada em cinco a cinco e foi destravada com o voto favorável do presidente do conselho da Usiminas, Paulo Penido, indicado pelo grupo Nippon.

Eguren havia sido indicado à presidência da Usiminas em janeiro de 2012 e, desde então, vinha promovendo uma série de medidas de ganho de produtividade e eficiência para recuperar resultados da companhia, em meio a uma crise de sobreoferta no mercado global de aço que já dura vários anos.

Às 11h55, as ações da Usiminas exibiam queda de 3,2 por cento, a 7,31 reais, enquanto o Ibovespa tinha alta de 1,2 por cento.

Com o resultado da votação, o Grupo Nippon passou a acumular a gestão da Usiminas e a presidência do conselho da empresa.

O grupo japonês detém 29,45 por cento das ações do grupo, enquanto a Ternium tem outros 27,66 por cento dos papéis.

Em nota, o BTG Pactual afirmou que a demissão dos executivos da Usiminas é negativo para a empresa, porque levanta dúvidas sobre o relacionamento entre Nippon e Ternium.   Continuação...