Telecom Italia avalia opções no exterior; conversas sobre aquisição aumentam

sexta-feira, 26 de setembro de 2014 12:27 BRT
 

MILÃO/ROMA, 26 Set (Reuters) - Sinais de interesse de empresas estrangeiras na Telecom Italia lançaram sombra sobre uma reunião do Conselho da companhia nesta sexta-feira para discutir suas opções em meio às dificuldades para expandir sua atuação no Brasil e deixar as operações na Argentina.

No topo da agenda formal da reunião estava a venda da fatia na Telecom Argentina - acordo de 960 milhões de dólares que o grupo italiano fechou quase um ano atrás, mas que agora foi posto em dúvida pois não foi aprovado ainda por reguladores.

Mas o assunto mais em voga na Telecom Italia é como a companhia remoldará sua estratégia para competir no saturado mercado europeu, encontrar novas oportunidades de crescimento no Brasil e se ajustar a uma onda de consolidações que está criando competidores globais maiores.

Na sexta-feira, o chefe de uma companhia italiana controlada por Naguib Sawiris, o magnata egípcio cuja tentativa de comprar uma fatia na Telecom Italia por 3 bilhões de euros foi rejeitada pelo Conselho em 2012, disse que ainda está interessado no investimento.

Se somando ao ar de intriga que cerca o nono maior grupo de telecomunicações da Europa, Raffaele Tiscar, funcionário sênior do gabinete do primeiro-ministro, disse que se encontrou com o executivo norte-americano Sol Trujillo para falar a respeito da Telecom Italia.

De acordo com uma notícia da Bloomberg na quinta-feira, Trujillo busca levantar 7,5 bilhões de euros para fazer uma oferta por uma fatia no grupo italiano. "Vi Trujillo como vejo muitos outros", disse Tiscar à Reuters.

Um banqueiro sênior disse não ser a primeira vez que Trujillo agiu no sentido de se aproximar da Telecom Italia, mas duvidou que isso se traduziria em uma proposta séria.

As mudanças na composição acionária da Telecom Italia estão tornando a empresa um alvo mais vulnerável de aquisições.

"Está claro que a Telecom está em disputa para uma operação", disse uma fonte do governo nesta sexta-feira. "Isso poderia acontecer rapidamente".

(Por Elisa Anzolin e Paolo BIondi)