Manifestação bloqueia ferrovia Carajás, da Vale, pelo 4º dia

sexta-feira, 26 de setembro de 2014 14:43 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Estrada de Ferro Carajás (EFC), que liga as minas de minério de ferro da Vale no interior do Pará ao porto no litoral do Maranhão, entra nesta sexta-feira em seu quarto dia de paralisação, após ser ocupada na terça-feira por manifestantes.

Cerca de 150 quilombolas interditaram o quilômetro 80 da EFC no município de Itapecuru-Mirim, no Maranhão, pedindo a posse das terras da região, segundo informações da companhia e da polícia local.

"O protesto não é direcionado à Vale", disse a empresa, em nota.

"A Vale... acredita que qualquer ato público ou manifestação deve respeitar o Estado Democrático de Direito e o direito constitucional de ir e vir", completou.

Questionada pela Reuters, a companhia não informou imediatamente de que maneira a paralisação afeta os embarques de minério de ferro no porto localizado em São Luís, capital do Maranhão.

Segundo informações da assessoria de imprensa, em dias normais circulam pela ferrovia cerca de 12 composições, cada uma delas carregando em média 33 mil toneladas de minério, totalizando quase 400 mil toneladas diárias da commodity.

O volume de 400 mil toneladas equivale à capacidade de transporte de cada um dos mega navios da companhia, chamados de Valemax, que ancoram em São Luís e são responsáveis por uma parcela importante dos envios para a China e a Europa.

No segundo trimestre deste ano, o sistema de Carajás, no interior do Pará, produziu 29,3 milhões de toneladas de minério de ferro, ou cerca de 330 mil toneladas por dia.

Carajás, responsável por pouco mais de um terço da produção de minério de ferro da Vale, concentra os principais projetos de expansão da mineradora e depende da EFC para o escoamento.   Continuação...