México desarticula quadrilha acusada de roubar cargas milionárias de petróleo

terça-feira, 30 de setembro de 2014 08:48 BRT
 

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O governo mexicano informou na segunda-feira que prendeu uma quadrilha suspeita de roubar ao menos quatro milhões de litros de petróleo por mês da empresa estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), que luta constantemente para atender à demanda de combustíveis.

O possível roubo da Pemex equivale a cerca de 2,2 milhões de dólares por mês, de acordo com cálculos da Reuters.

As autoridades informaram que cinco integrantes da quadrilha foram detidos, entre eles o líder, um empresário que tinha até 2011 uma concessão da Pemex para o transporte de hidrocarbonetos com a empresa Petrobajío, no Estado de Guanajuato.

"Tal empresa recebia pagamento da estatal de cinco milhões de pesos (370.000 dólares) mensais", disse Tomás Zerón, diretor da Agência de Investigação Criminal do México, em entrevista coletiva.

Zerón disse que a quadrilha, por sua vez, pagava mais cinco milhões de pesos a outra organização para obter combustível de forma clandestina no norte do país.

Os detidos disseram que o combustível roubado era vendido a um preço menor nos Estados de Jalisco, San Luis Potosí e Guanajuato a empresas papeleiras, de fundição de metal e de produção de tequila, entre outras, segundo Zerón.

Acredita-se que a quadrilha contava com apoio de pessoas dentro da polícia, de acordo com a Procuradoria-Geral da República.

"Este hidrocarboneto que é roubado da Petróleos Mexicanos (Pemex) são escolas que deixam de ser construídas, são hospitais que deixam de ser construídos, infraestrutura nas comunidades que mais necessitam", disse Emilio Lozoya, diretor-geral da Pemex, em entrevista coletiva.

O México atualmente é obrigado a importar metade da gasolina que consome devido à falta de capacidade das seis refinarias da Pemex para atender à demanda.

(Reportagem de Luis Rojas e David Alire)

 
Plataforma de exploração da Petroleos Mexicanos (Pemex) no porto de Veracruz, no México. 07/06/2012 REUTERS/Yahir Ceballos