3 de Outubro de 2014 / às 12:42 / 3 anos atrás

Taxa de desemprego nos EUA cai a mínima de seis anos em setembro

Pessoas buscam trabalho em centro de empregos em San Francisco. 04/02/2010 REUTERS/Robert Galbraith/Arquivo

WASHINGTON (Reuters) - Os empregadores dos Estados Unidos aceleraram as contratações em setembro e a taxa de desemprego caiu para a mínima de seis anos, o que pode impulsionar as apostas de que o Federal Reserve, banco central do país, vai elevar os juros em meados de 2015 ou mesmo antes.

A criação de vagas fora do setor agrícola chegou a 248 mil no mês passado e a taxa de desemprego caiu para 5,9 por cento, a menor desde julho de 2008, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. Os resultados mostraram um mercado de trabalho mais forte do que analistas esperavam.

O governo acrescentou que 69 mil vagas a mais foram criadas em julho e agosto do que estimado anteriormente.

“O que vemos é uma confiança uniforme. É muito mais provável agora que o setor empresarial contrate mesmo antes que haja queda em seus estoques”, disse o economista do CohnReznick e ex-funcionário do Departamento do Trabalho dos EUA, Patrick O‘Keefe, antes da divulgação do relatório.

Existem alguns lados negativos no relatório. Notavelmente, parte da queda na taxa de desemprego foi porque trabalhadores deixaram a força de trabalho. A fatia da população empregada ou procurando empregos caiu para 62,7 por cento, o menor nível desde 1978.

Essa taxa tem caído nos últimos anos conforme mais trabalhadores se aposentam e mais pessoas desistem de buscar empregos devido à economia fraca.

Ainda assim, uma medida de desemprego que leva parcialmente em conta o desencorajamento de trabalhadores --que o governo dos EUA chama de taxa U-6-- caiu no mês passado para 11,8 por cento, o menor nível desde outubro de 2008.

A maioria dos economistas vê o crescimento econômico a uma taxa anual de cerca de 3 por cento no terceiro trimestre, bem acima da média de 2,2 por cento dos últimos dois anos.

No entanto, sólidas contratações e crescimento econômico são insuficientes para que o Fed inicie uma elevação antecipada da taxa de juros.

Várias autoridades do banco central norte-americano expressaram preocupações nas últimas semanas de que a inflação permanece muito baixa, um sinal de que ainda há uma ociosidade significativa na economia.

A renda média por hora trabalhada aumentou modestos 2,0 por cento em setembro ante o ano anterior. Antes da recessão de 2007-09, os salários cresciam a uma taxa muito mais rápida.

As fábricas criaram 4 mil vagas durante o mês.

As autoridades do Fed vão avaliar minuciosamente os dados no momento em que se preparam para a reunião nos dias 28 e 29 de outubro. O banco central tem mantido a taxa referencial de juros perto de zero desde dezembro de 2008 e os mercado financeiros não preveem alta antes de meados do próximo ano.

Em um relatório separado, o Departamento do Comércio disse que o déficit comercial dos EUA diminuiu inesperadamente em agosto, atingindo seu menor nível em sete meses devido a um aumento nas exportações.

O déficit comercial caiu 0,5 por cento, para 40,1 bilhões de dólares.

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