Plantio de soja mais que dobra em uma semana em Mato Grosso

sexta-feira, 3 de outubro de 2014 13:59 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O plantio da nova safra de soja em Mato Grosso começa a acelerar, com a área já plantada mais que dobrando na última semana, apontaram nesta sexta-feira dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A área plantada até o momento em 2014/15 atingiu cerca de 400 mil hectares, ou 4,5 por cento da estimativa total da safra, contra cerca de 150 mil hectares, ou 1,7 por cento, na semana anterior.

Na comparação com o início de outubro de 2013, o plantio está adiantado em 3,1 pontos percentuais no principal produtor de grãos do Brasil. As atividades no Estado começaram oficialmente há cerca de três semanas.

A área total projetada pelo Imea é de 8,8 milhões de hectares nesta temporada, um crescimento de 4,3 por cento na comparação com 2013/14, que deverá contribuir para uma safra brasileira recorde, acima de 90 milhões de toneladas.

Na avaliação da Aprosoja MT, associação que reúne os produtores mato-grossenses, o plantio avança sem sobressaltos.

"Tem locais onde ainda as chuvas estão irregulares. Mas isso é normal, está indo tudo dentro da normalidade", disse o diretor técnico da entidade, Nery Ribas.

Levantamento da Somar Meteorologia mostra, por exemplo, que choveu um pouco nos últimos dois dias na região central de Mato Grosso, mas que não houve precipitações na metade sul do Estado.

Em setembro, a chuva na região central do Estado fechou ligeiramente acima da média histórica, enquanto na metade sul de Mato Grosso ela ficou 36 por cento abaixo da média.

"Após a passagem de uma frente fria, o tempo seco retorna para boa parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de Mato Grosso do Sul e Goiás. Somente em Mato Grosso, especialmente na metade norte do Estado, a chuva será mais intensa e persistente até o domingo", disse a Somar em um relatório nesta sexta-feira.

(Por Gustavo Bonato)

 
Fazendeiro observa plantação de soja em Barreiras, na Bahia . 6/02/2014.  REUTERS/Ueslei Marcelino